terça-feira, 9 de janeiro de 2018

OLHAR PARA O FUTURO É IMPERIOSO

Olhar para o futuro é imperioso
(Publicado no semanário O DIABO em 9 de Janeiro de 2018)


A vida é uma escola em que devemos estar sempre atentos para aprender coisas novas e para reforçar conhecimentos anteriores. Viver é como fazer um percurso a corta-mato em que, ao dar um passo, devemos estar certos do ponto em que vamos colocar o pé, a fim de não cairmos e termos ferimentos graves. Devemos estar sempre com os olhos no futuro, no resultado de cada acção, para termos a noção de que estamos no bom caminho para atingir o objectivo pretendido. Este conceito tem sido aqui referido em diversos textos publicados sobre a preparação da decisão, o planeamento, etc. E foi com agrado que deparei com a notícia da inauguração da sede da Associação de Vítimas de Incêndios de Pedrógão Grande, AVIPG, em que o Chefe do Estado realçou o facto de esta «possuir uma dinâmica de futuro, que sublinhou como sendo caso “muito novo” no cenário português.

Perante a memória de uma situação trágica, em vez de pararem em lamúria, decidiram preparar um futuro melhor e iniciar já um desenvolvimento para o conseguir que, segundo ele, são “três dimensões juntas” e “muito raras” que destacam a AVIPG como um exemplo modelar de um novo caminho a seguir pelas populações e pelos seus responsáveis - autarquias e governos.

E o mais significativo é que o futuro pretendido não tem limite de tempo, sendo indeterminado e recebendo adaptações às evoluções de situações que, entretanto, ocorrerem. É uma filosofia para orientar a evolução para uma «nova era» em que o objectivo é conseguir a melhor qualidade de vida para os habitantes, seus animais de estimação, suas propriedades rurais e industriais e o seu património privado e público.

Quem cai deve levantar-se e continuar a vida. É assim que as crianças iniciam a sua capacidade para andar. Chorar um fracasso nada resolve, e o que interessa é analisar aquilo que originou o acidente e pensar inteligentemente no futuro para que não volte a acontecer a mesma desgraça ou outra. Assim, uma tragédia pode ser um estímulo útil para preparar um caminho mais eficiente para um futuro melhor. O PR frisa muito bem que este caso da AVIPG deve ser tomado como modelo a seguir por todos os que têm responsabilidades pelo povo, pelo património de hoje e de sempre. Já houve em Portugal situação semelhante, mas que não serviu de modelo durante muito tempo. Após o terramoto de 1775 surgiu um urbanismo que ainda é exemplar: a baixa pombalina de Lisboa e a cidade de Vila Real de Santo António. Mas, agora, não é preciso que se copiem as práticas da AVIPG mas, sim, o seu raciocínio que conduz a aproveitar a situação real e, em vez de reerguer o passado, pensar num futuro mais adequado às necessidades e às conveniências colectivas e preparar um futuro melhor, tudo devidamente ponderado a fim de ter continuidade, atendendo a custos e benefícios.

Se os governantes assumissem este exemplo, não ficariam parados tantos projectos válidos para a ferrovia, o aproveitamento e conservação da água fluvial e outras coisas da vida dos cidadãos, principalmente do interior.

E não esqueçamos que a catástrofe de Pedrógão foi há meio ano. E daqui a meio ano pode ocorrer, em qualquer local, incêndio de graves dimensões. E não podemos deixar de perguntar: o que foi feito, nestes seis meses para evitar mais fogos graves? Que medidas preventivas estão em marcha, para evitar e para combater com mais eficácia os que não forem evitados? Que sentido de futuro existe no Poder Executivo? E o que tem saído do Poder Legislativo, nesse sentido? Tem-se ocupado com aquilo que considera mais urgente: as finanças dos partidos, lesando o erário público, dos cidadãos. E aquilo que interessa à melhoria da qualidade de vida deste?

António João Soares
2 de Janeiro de 2018

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

RARÍSSIMAS OU A VASTA REALIDADE

Raríssimas ou vasta realidade!
(Publicado no semanário O DIABO em 3 de Janeiro de 2018)

 O caso da Raríssimas foi muito badalado na comunicação e nas redes sociais, o que faz pensar que não se passou apenas um simples caso, mas talvez um alerta para complexo problema nacional que exige muita reflexão e procura urgente de medidas preventivas eficazes. Segundo o PM, o governo está consciente do seu dever e exercer poderes de inspecção, auditoria e fiscalização, através de instituição adequada, mas não parece ter garantias de que tal tipo de instituições seja constituído por pessoas competentes, experientes, sensatas com noção de responsabilidade e de honestidade e, por isso, neste caso falhou. Se as IPSS e outras organizações que têm fins sociais e dependem de dinheiro dos cidadãos, quer através do Governo quer através de dádivas de empresas, estivessem a ser devidamente inspeccionadas e sujeitas a multas ou coimas ou julgamentos judiciais quando fossem detectadas irregularidades de gestão ou desvios de dinheiro, o caso da Raríssimas não teria chegado ao ponto actual, apenas tendo sido conhecido por denúncia anónima de algum bom português movido pelo culto de valores éticos que têm caído no desprezo de muita gente ligada ao Poder.

Tais inspecções, quando competentes, não demoram a detectar em associações bem intencionadas e com fins humanitários que estão a ser dirigidas por pessoas sem adequada formação moral que colocam em primeiro prioridade os interesses próprios, de familiares e amigos e não têm rebuço em conquistar amizade e colaboração de políticos «ingénuos» que lhes dêm aspecto de prestígio e sirvam de alibi e camuflagem para não serem punidas pelos desmandos e abusos que correntemente praticam. Mas, parece que as inspecções, como tem acontecido com vários serviços públicos não assentam em pessoal escolhido com sério rigor de forma a não se deixarem cair em ciladas e saberem diferenciar a fantasia da propaganda, da realidade mais ou menos habilmente oculta e dissimulada. Não foi por acaso que os fogos ocorridos no último verão deram origem a substituição de alguns dirigentes de serviços públicos. Mas será que os novos dirigentes possuem a independência partidária, a formação, a capacidade, a competência indispensável para o correcto desempenho das funções? Ou trata-se apenas de dar «emprego» a amigalhaços para terem agasalho financeiro e aumentarem o currículo? Quando as razões são apenas de «tachos para boys», nada se melhora e o pantanal torna-se mais fétido e impermeável ao progresso de que o país precisa para construir um futuro digno e sair da crise em que andamos enterrados, apesar de alguém ter dito que o ano que agora termina foi muito saboroso, perante a ocorrência de mais de uma centena de mortos, por não ter havido uma eficaz campanha de prevenção de segurança nas florestas, deficiente organização dos serviços de combate aos fogos e carência de treino eficaz dos operadores dos serviços.

E, a depositar confiança na actuação de tais instituições de inspecção, auditoria e fiscalização, casos mais ou menos como o da Raríssimas poderão ser uma vasta realidade e continuarem a polvilhar o exagerado optimismo de quem considera o ano de 2017 muito saboroso. Se não houver uma reforma estrutural profunda que altere sadiamente os procedimentos do Poder, este pode perder totalmente os poucos motivos de optimismo com que se tem agradado. Sem essa reforma estrutural e sem fortes alterações nos comportamentos das chefias, o caso Raríssimas será apenas uma ponta da meada que irá trazer para conhecimento público a miséria moral em estamos a viver e a imagem do País sairá demasiado chamuscada com sérias dificuldades de recuperação.

António João Soares
26 de Dezembro de 2017

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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

MUDANÇA DO INFARMED PARA O PORTO É ÚTIL PARA OS PORTUGUESES ?

O Infarmed no Porto trará vantagens para os portugueses?
(Publicado no semanário O DIABO em 26 de Dezembro de 2017)

Perante as considerações apresentadas nos artigos sobre a preparação de decisões publicados no DIABO em 27Set2016 e em 12Dez2017, surgem algumas dúvidas sobre se a decisão de transferir a sede do Infarmed para o Porto, foi suportada por estudo apropriado, atendendo aos interesses nacionais encarados por diferentes ópticas.

Os interesses nacionais (dos cidadãos) beneficiam da mudança do Infarmed de Lisboa para o Porto? De que forma? O Infarmed desempenhará no Porto as suas tarefas funcionais melhor do que se continuasse em Lisboa? O conceito de desconcentração dos serviços públicos assenta simplesmente em mudar os locais de trabalho da capital para outro ponto do território nacional? Que novas atribuições são dadas ao Infarmed, estando no Porto em vez de continuar em Lisboa? Quais os custos que derivam de a sede do Infarmed ficar no Porto enquanto alguns dos seus departamentos permanecerem em Lisboa? Como contabilizar os sacrifícios que os funcionários do Infarmed vão ter de suportar com a mudança? De que forma a mudança «vai contribuir para um desenvolvimento harmonioso do país»? Quais os factores tomados em conta quando se fala de tal desenvolvimento? Como se explica que será mesmo uma decisão "técnica e estrategicamente muito inteligente»? Como está a ser encarada a reprovação dos trabalhadores relativa a uma eventual transferência e como se faz face ao “risco da continuidade da missão do Infarmed”? Se o Infarmed for dividido com direcção no Porto e os serviços em Lisboa, como pode continuar a cumprir a missão se costuma haver reuniões diárias com muitos dos dirigentes, pois as propostas para decisão da tutela significam milhões de despesa do serviço nacional de saúde»? Como substituir os funcionários que foram demitidos por não quererem ir para o Porto? Serão convidados para os substituir elementos amigalhaços, ex-jotinhas, sem experiência nem grau académico? E como corresponder à colaboração bilateral com instituições afins estrangeiras e que, segundo consta, são fonte importante de financiamento em troca de serviços altamente qualificados prestados pelo Infarmed? Enfim as dúvidas são infindáveis e, por isso, exigem boa análise, estudo e avaliação antes de ser tomada decisão ponderada e realmente inteligente.

Como o PR disse, a desconcentração ou descentralização dos serviços deve concretizar-se com vista a beneficiar os cidadãos em geral e não para suportar caprichos de políticos. Um tipo de descentralização desejável seria a de conceder às autarquias ou serviços regionais competência e responsabilidade por forma a que algumas decisões de interesse local fossem tomadas com menos demoras, não precisando de esperar muito tempo pelo desenrolar de burocracias demasiado pesadas e, por vezes, sem visão perfeita das circunstâncias locais ou regionais.

Já, em tempos, houve um governo que fez a brincadeira de transferir uma secretaria de Estado para Portalegre, chamando a isso descentralização. O resultado foi nocivo por apenas trazer demoras e incómodos, de que é exemplo a maçada e a despesa de o Secretário de Estado ter de, frequentemente, se deslocar a Lisboa a despacho e reuniões com o ministro. E quantos assuntos terão sido retardados para evitar um deslocamento por tão pouca coisa. Entretanto, houve um acto de lucidez e compreenderam que descentralizar um serviço não se resume a mudar a sua sede. Deve ser a reestruturação das suas atribuições de forma a apoiar melhor as pessoas que beneficiam do funcionamento do serviço.

António João Soares
19 de dezembro de 2017

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

FALTA DE ÁGUA E O MAR TÃO PERTO

Falta de água e o mar tão perto!
(Publicado no semanário O DIABO em 19 de Dezembro de 2017)

Um país com extensa costa marítima não tem motivo para se queixar de falta água. Pode faltar outra coisa, nos titulares da autoridade. Como podem os governantes aceitar tal carência de água como irremediável? Por exemplo, Viseu está a viver com água transportada por autotanques a partir de origens distantes. Várias localidades do País enfrentam problema semelhante, com custos elevados.

Mas, no entanto, temos uma extensa área marítima que, não só, é inesgotável, como até ameaça elevar o nível e alagar várias áreas costeiras.

Perante tanta inacção das autoridades, como poderão viver os portugueses, nos próximos anos se o clima nos obrigar a suportar uma seca continuada como a que temos vindo a enfrentar há vários meses seguidos?

Porque teimam em ignorar a existência, em vário locais do planeta, de instalações de dessalinização da água do mar, tornando-a potável, após um tratamento de género do efectuado nos depósitos das redes de água dispersos pelo País. A partir de tais instalações, basta utilizar condutas e centrais de bombagem que a levem a casa dos consumidores. Nada disso é miragem. A distância do mar ao interior não constitui obstáculo difícil pois a grande Lisboa consome água vinda da barragem de Castelo de Bode, a uma distância superior à maior distância entre o mar e a fronteira com Espanha.

Mas o sistema não aparece do pé para a mão, quando algum «inteligente do poder» o julgar necessário. Desde que surge o pensamento e é tomada a decisão até à sua utilização, passando pelo planeamento e pela construção da instalação e da rede de condutas, vai um período de tempo não desprezível. Por isso, dadas muitas previsões de que iremos ter secas continuadas, a implantação do sistema deve ser iniciada desde já, ou já devia estar em obras. Se esperarmos por um momento de crise irrecuperável só nos safamos se pedirmos e merecermos o milagre da água. Não podemos ignorar que as obras a realizar os equipamentos a instalar não se tornam utilizáveis com a velocidade imaginada pelo optimista utópico António Costa ou outro governante.

Já deviam estar em construção algumas dessas instalações de dessalinização e a adequação da rede de distribuição pelo interior. De que estão à espera. Para bem dos portugueses, da próxima década, desejo que esta sugestão seja levada a sério.

Mas podem surgir soluções satisfatórias e menos dispendiosas. É uma questão de conhecer a probabilidade de a necessidade vir a concretizar-se num futuro, mais ou menos distante, e a hipótese de os caudais dos rios se normalizarem.

Nessa alternativa, o primeiro-ministro admitiu, a prazo, a possibilidade de interligação entre bacias hidrográficas, como em tempos esteve pensada entre o Douro e o Tejo e que foi impossibilitada pela decisão imprevista da não construção da barragem de Foz Coa. Esta, com outras ao longo do percurso do mesmo rio, permitiria bombear a água excedente de uma barragem para a mais a montante, sucessivamente, e, ao chegar à área da nascente, seria encaminhada para o rio que parte da mesma zona para o Tejo, permitindo fazer face à falta de água do Alentejo. A barragem do Alqueva veio em parte compensar o fracasso de tal projecto.

Na mesma data, o PM sugeriu o estudo da possibilidade de ser generalizada a interligação das grandes barragens e albufeiras de maior capacidade para a regularização, bem como o aumento da capacidade de armazenamento da maior parte das barragens, e a possibilidade de construção de novas barragens.

Esta alternativa será prioritária, apenas, se o clima não sofrer alterações extremas que aumente a necessidade da dessalinização. Mas, vale mais prevenir porque pode não haver possibilidade a de remediar, com oportunidade.

António João Soares
12 de Dezembro de 2017

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SABER DECIDIR É INDISPENSÁVEL

Saber decidir é indispensável
(Publicado no semanário O DIABO em 12 de Dezembro de 2017)

Nas semanas mais recentes a comunicação social, usou persistentemente criticas a decisões que foram classificadas com adjectivos pouco agradáveis. Os termos menos duros foram de decisões que não foram «maduramente ponderadas e devidamente preparadas», que foram «tomadas sem debate ou sequer conhecimento prévio» e «condenadas à risota geral», de as posições terem sido tomadas em corrida sem preparação e um pouco em cima da hora», alguém afirmou que não consegue «identificar nenhuma razão válida que justifique» aquilo que define como o que «parece uma decisão irreflectida e mesmo irresponsável», juntou-se o alegre destrambelhamento a sublime incompetência», ignora-se «o que deve ser coesão nacional e o interesse estratégico para o país», «esquecendo o superior interesse de Portugal», «perante as eleições autárquicas, acharam necessário criar ilusões junto de um eleitorado igualmente tacanho e provinciano», esquecem que «os funcionários não são escravos do governo, «iludem as grandes questões nacionais, evitando o seu debate sério e consequente, adiando as decisões com sério prejuízos para o interesse nacional», «a ausência do debate estratégico interno obriga a andar a reboque dos acontecimentos», etc.

Isto magoa-me porque pretendo cumprir o dever de cidadão e dar a colaboração que me é possível para Bem de Portugal. É certo que ninguém é obrigado a ler os meus alertas e ainda menos em a aplicá-los, na vida corrente.

Mas recordo que no artigo publicado no Semanário O DIABO de 27 de Setembro de 2016, com o título «Preparar a decisão», apresentava uma metodologia que, como outras semelhantes, permite preparar decisões oportunas e eficientes para resolver qualquer problema do mais simples ao mais complexo. Usando o sistema indicado tem-se em vista a obtenção do resultado final e que se for concretizado será o mais adequado ao real interesse nacional. A preparação do futuro não pode deixar de ser uma preocupação persistente, permanente.

Basicamente, qualquer pessoa antes de agir deve colocar-se as interrogações O quê? Como? e para quê? Isto é, deve definir, com clareza e de forma que ninguém tenha dúvidas, o objectivo ou resultado pretendido. Deve descrever com rigor o ponto de partida, isto é, a situação vigente, com análise de todos os factores que devam ser considerados com influência na modalidade a seguir. Depois devem listar-se as diversas formas de solução possível a fim de, após judiciosa análise, ser escolhida a mais favorável.

Após ser tomada a decisão pela entidade responsável, há que organizar os recursos necessários à acção, elaborar o planeamento e programar as tarefas, com o máximo pormenor possível a fim de contribuir para a obtenção do sucesso.

Depois de iniciada a acção é indispensável uma supervisão, um controlo rigoroso e eficaz do qual pode resultar a necessidade de ajustamentos, para cuja decisão deve ser utilizada a metodologia atrás referida, por forma a não se perder a directriz que conduz à finalidade inicialmente pretendida e a ser obtido o resultado desejado.

A propósito de boas decisões, recordo as que foram tomadas por Jawaharial Nehru com apoio do pandita Mahatma Gandhi, após a independência da Índia, que eram decisões estratégicas, com olhos no futuro, com bom senso e grande inteligência que visavam objectivos que foram alcançados ao longo de boas práticas coerentes e persistentes, durante anos

Para obter mais pormenores sobre a metodologia referida deve ser lido o artigo publicado em O DIABO e, se não for fácil encontrar o jornal, poderá ser visto no blog onde foi postado após a publicação PREPARAR A DECISÃO http://domirante.blogspot.pt/2016/09/preparar-decisao.html

António João Soares
5 de Dezembro de 2017

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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A QUEDA DO IMPÉRIO E OS «REFUGIADOS»


Situação no Ocidente e a lição da queda do Império Romano
(Publicado no semanário O DIABO em 5 de Dezembro de 2017)

A vida da humanidade tem recebido muitas melhorias devidas aos avanços contínuos das tecnologias. Mas as mentes dos políticos responsáveis pelos governos continuam aperradas aos vícios e incapacidades que existiam séculos antes de Cristo. Não conseguem analisar e tirar conclusões úteis dos desastres ocorridos devido a ingenuidade ou estupidez de alguns detentores de cargos públicos, ao longo da história.

A queda do Império Romano chocou o mundo na época, mas o que geralmente não é conhecido, hoje em dia, é que o exército gótico que realizou a atrocidade entrou no Império, trinta anos antes, como refugiado. Depois de terem sido atacados pelos Hunos vindos da Ásia Central, os Godos fugiram para Ocidente e cerca de 100 mil foram ajudados a atravessar o Danúbio em barcaças por Valens, imperador do império Romano Oriental sedeado em Antióquia, travessia que demorou várias semanas em operação muito onerosa. Valens, ingenuamente, pretendia aproveitar esses jovens militares como um valioso conjunto de recrutas novos e baratos para suprir a baixíssima taxa de natalidade de Roma.

Mas, não surpreendentemente, dentro de algumas semanas após a sua entrada no Império, os primeiros confrontos com as autoridades romanas ocorreram e, no final do verão, os godos estavam em guerra com Roma. Após vários desastres militares, o imperador Valens fez um retorno precipitado a Constantinopla para assumir pessoalmente o comando da campanha defensiva e foi morto em batalha em Adrianópolis, em 378 - apenas dois anos depois de ter sancionado a imigração em massa.

Em 410 A.C, os muros de Roma foram violados e a cidade saqueada por um exército bárbaro sob a liderança de Alaric o Godo. A queda de Roma chocou o mundo na época, mas hoje esquecemos que o exército gótico que derrotou o Império, tinha nele entrado pacificamente trinta anos antes.

E hoje? Que esperamos dos refugiados? São muito poucos os políticos actuais que dão ouvidos ao que dizem pessoas previdentes como foi um filósofo político grego Synesius que publicou um tratado amplamente discutido sobre a emergência da época e as medidas que precisavam ser tomadas. Ele exortou o imperador romano a estimular a coragem de seus súbditos pelo exemplo da virtude masculina, a banir o luxo do tribunal e do povo, para evitar os mercenários bárbaros, criando um exército de homens para defesa das suas leis e da sua propriedade e para despertar o cidadão indolente de seu sonho de prazeres.

Pelo contrário, em Portugal até está prevista a construção de uma segunda mesquita no centro de Lisboa, a dois passos da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, ficando esta ameaçada de ser destruída a curto prazo por atentado jihadista. E formando um gueto em plena baixa lisboeta.

Porém, há países onde os conselhos do grego Synesius foram analisados e aproveitados, como o Japão que «não tem problemas com o Islão», a Rússia com «a resposta de Putin ao rei saudita que pediu para construir uma mesquita na Rússia», a Austrália, a Noruega e a Holanda.

O Japão encara o assunto frontalmente, mais do que a Rússia, e tem 19 «mandamentos» para repelir a lei sharia porque a lei constitucional é única e igual para todos os residentes. Será benéfico para a humanidade de cada país ter um comportamento preventivo para não cair na cilada em que caiu Roma e e grande parte do Ocidente actual, com guetos que desprezam a lei e os costumes nacionais. Quem se desloca para outro país deve gostar ou, pelo menos, cumprir os seus costumes e a sua lei. «Na terra para onde fores faz como vires fazer se não queres aborrecer» diz um ditado antigo.

António João Soares
28 de Novembro de 2017

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

25 DE NOVEMBRO DE 1975

Há 42 anos, eles chegaram e precisavam de uma secretária com equipamentos de comunicação. Ofereci a minha que dispunha de boas ligações às redes do exército e dos TLP, quer directamente quer através das centrais do Palácio de Belém. Recordo Rocha Vieira, Melo Antunes, Carlos Gordalina, de entre outros ali presentes e de António Ramalho Eanes e Jaime Neves, na Amadora. Os contactos entre os dois locais eram frequentes assim como com o PR Francisco Costa Gomes do outro lado da porta da parede em frente da secretária.

Viveram-se momentos de grande concentração e análise da evolução da situação que se vivia. Foi pena que a acção posterior não correspondesse ao esperado e que, ainda hoje, o País viva numa espécie de PRAEC (Processo Revolucionário Ainda em Curso) e não se tenha saído da crise patológica, através de uma estratégia bem estruturada e sustentada conducente ao crescimento da Economia e do desenvolvimento Social, com bem-estar geral para todo o país.

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É O QUE ELES QUEREM!

É o que eles querem
(Publicado no semanário O DIABO em 28 de Novembro de 2017)

Nem tudo, na realidade, corresponde às esperanças que possam ser geradas pelo persistente optimismo do Governo. Os factos, muitas vezes, pelo contrário, mostram incapacidade para modernizar, organizar, controlar, remodelar os serviços de apoio aos cidadãos. E aquilo que não é alterado entra em estagnação, desactualiza-se, torna-se obsoleto e acaba por resultar em dificuldades acrescidas para as pessoas.

Há dias, um amigo referiu o caso de uma senhora com cerca de 60 anos, ainda a trabalhar, beneficiária da ADSE, para onde desconta desde há 32 anos, muito doente, que precisava de fazer uma cintigrafia, telefonou, há poucos dias, para um moderno Hospital de Lisboa em que costuma ser atendida, a fim de marcar esse exame. O funcionário que a atendeu, fez-lhe todas as perguntas para preencher a ficha e ela foi-lhe respondendo com todo o rigor. Depois de dispor de todos os dados que desejava, o funcionário disse-lhe que o exame seria no dia 3 de Março de 2018 às 10h00.

A senhora ficou chocada, tem que ser tratada, porque corre o risco de ficar tolhida numa cama, sem capacidade financeira para ter alguém que a assista. perguntou se havia possibilidade de conseguir uma data mais próxima porque a falta de tal exame, provavelmente, já não iria precisar dele por falecer antes. O funcionário disse que não era possível ser antes porque o Estado deve muito dinheiro ao Hospital e este, para ir amortizando a dívida, terá de adiar uns meses, esperando que ele possa ir pagando. Ela respondeu que, dessa forma, as pessoas com necessidade de cuidados de saúde, como era o seu caso, acabam por morrer por os não receberem. Por esse andar, morremos todos mais cedo. Ele respondeu: é o que eles querem.

A senhora, então, pergu ntou, como seria se ela pagasse o exame a pronto e a resposta foi imediata: se a senhora pude e desejar pagar a pronto o exame pode ser feito já amanhã às 10H00.

E, assim, o Hospital efectuou no dia seguinte a cintigrafia de que a senhora necessitava o que permitiu ao seu médico prescrever o tratamento adequado para a sua doença e ela ver a saúde melhorar.

Bem prega Frei Tomás, ouçam o que ele diz mas não olhem para o que faz. E assim vai este País, sem respeito pela defesa dos direitos das pessoas que não tenham meios para fazer face às suas necessidades básicas e tenham de esperar pelo apoio do Estado para o qual todos temos que pagar aquilo que nos queiram sacar sob os mais diversos títulos (impostos, taxas, etc).

E para estas dificuldades das pessoas e adiamentos de exames não parece ter solução com greves de enfermeiros e/ou de médicos. Isto precisa de uma profunda reforma da máquina do Estado no que toca a nomeação de pessoas competentes, com sentido de responsabilidade e com sensibilidade para melhor fazer face aos problemas das pessoas.

O meu amigo, pessoa bem informada, acrescentou que, quem está sindicalizado num sindicato ligado à Intersindical não tem problemas. Este governo, que passa os dias a publicitar as suas virtudes, não deixa de satisfazer as "justíssimas" revindicações dos trabalhadores ligados ao menor partido da Geringonça. Os outros, trabalhadores e reformados que não estejam sob protecção da Inter, podem morrer à vontade, até dando jeito às finanças (ao Centeno), aliviando os cofres de despesas obrigatórias. Nesta linha de raciocínio, o ideal era que os reformados desaparecessem, deixando de haver gastos com a "PESTE GRISALHA", como foi dito certa vez.

António João Soares
21 de Novembro de 2017

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

MUITO ATENTO E SEM PRESSA

Devagar e muito atento
(Publicado no semanário O DIABO em 21 de Novembro de 2017)

Dizem os entendidos que o «fast-food» não é recomendável para a saúde, sendo preferível alimentação confeccionada com calma e mastigada vagarosamente para ser saboreada com prazer e exigir menos esforço ao estômago. Também, na circulação rodoviária, não devem ser ultrapassados os limites de velocidade estabelecidos, para evitar acidentes e ter possibilidade de reacção oportuna a circunstâncias imprevistas. Diziam os antigos que «devagar se vai ao longe».

Chegou-me há dias a apologia da lentidão que permita fazer o trabalho com perfeição, sem atrapalhação, sem erros de pormenor que originem perda de tempo em repetição ou reparação. A pressa é inimiga da perfeição. Com pressa, não teríamos as belas peças de arte de escultura, pintura, ourivesaria e outras que enchem os museus, não teríamos a beleza do mosteiro dos Jerónimos, da Batalha, de Alcobaça e tantos outros famosos monumentos nacionais.

Embora a tecnologia moderna facilite os trabalhos, devemos conjugar a ajuda por ela fornecida com a perfeição da qualidade de vida, com a excelência do trabalho concluído. Para obter os melhores resultados, em qualquer trabalho, industrial, cultural ou outro é indispensável ter a sensatez e a preocupação de fazer bem e sem pressa. Depressa e bem não faz ninguém. A ânsia do futuro impede agir com perfeição no presente, impede ser feliz hoje.

Isto aplica-se a qualquer aspecto da vida. Há pouco tempo, falava-se em leis publicadas há alguns anos para reduzir a possibilidade dos incêndios florestais, mas que não obtiveram os resultados desejados, por terem sido elaboradas à pressa p,or pessoas que não analisaram bem os factores que estavam presentes no assunto e pecaram por imperfeições diversas, entre as quais, a falta de guardas florestais, guarda-rios e cantoneiros, bem preparados e de um sistema de fiscalização adequado que garantisse o seu cumprimento, bem como a conveniência de adaptações que as tornassem totalmente eficazes.

Quantas decisões são tomadas sem a conveniente sensatez e preocupação de obter perfeição? Ainda há poucos dias, acerca de um jantar realizado no Panteão Nacional, se levantou a questão de o local não dever ter sido profanado por tal actividade, e a existência de lei que não foi cumprida por decisão da entidade que decidiu dar autorização, ou por falta de clareza da lei existente que pode ter deixado dúvidas a essa entidade. Pelos vistos, na elaboração da lei, houve pressa em na preparação da decisão sem preocupação de obter perfeição, o que se aplica a vários aspectos da ocorrência até às palavras do Primeiro Ministro que, depois de cerca de dois anos de cargo, permitiu que o assunto não tivesse sido bem definido e, agora, criticou o sucedido atribuindo culpas ao governo anterior.

É lamentável que os governos tenham criado a tradição de legislar sob pressão, sem o cuidado de aplicar o máximo de sensatez, boa reflexão e cuidado nos pormenores, porque a ânsia do futuro impede que se viva o presente e que, neste se faça trabalho perfeito para atingir em plenitude o resultado desejado e sem risco de vir a ser rejeitado no futuro que se esperava. E a actividade dos governos deve servir de exemplo aos cidadãos que dela tirarão os ensinamentos necessários para terem uma qualidade de vida o mais positiva possível. Depressa e bem não faz ninguém e, num momento, vive-se uma vida. Lento mas persistente ganha a corrida.

António João Soares
14 de Novembro de 2017

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terça-feira, 14 de novembro de 2017

GOVERNO DO FUTURO

O Governo do futuro
(Publicado no semanário O DIABO em 14 de Novembro de 2017)

Em época evolutiva, inovadora, ao pensarmos em reformas estruturais, não devemos ficar por pequenos retoques mas, sim, visar medidas com profundidade que lhes permita uma continuidade com foco em objectivos de longo prazo. Por isso, mais do que pensar no futuro do Governo, é mais adequado reflectir no Governo do futuro.

O Governo deve ser constituído com a finalidade de dar a Portugal um futuro melhor para uma mais conveniente qualidade de vida dos cidadãos, através da sua defesa e segurança, garantindo a redução de riscos variados, desenvolvendo a economia, melhorando a qualidade da saúde, do ensino, da Justiça, e de outros sectores essenciais, com continuidade que permita um conhecimento consolidado da vertente social da Nação, sem necessidade de alterações frequentes ao sabor de caprichos, imprevisíveis e de consequências pouco edificantes. Esse objectivo definido para um prazo distante deve ter por base um sólido conhecimento das características do País, quer geográficas, quer sociais quer económicas.

Deve ser evitada, a cada momento, a queda na tentação de tender para a inacção, com submissão cega a rotinas anteriores com validade já ultrapassada pelas circunstâncias recentes devidas a novas tecnologias e outros factores originados pela evolução da humanidade.

Para fazer face às características reais, são necessários governantes de boa formação, não apenas técnica, mas também humanística, com facilidade de contacto directo com os cidadãos, com respeito pelos pontos de vista destes, os quais, muitas vezes, podem conter opiniões e sugestões muito válidas como pontos de partida para reflexões com utilidade na definição e concretização de estratégias úteis para criar um futuro mais favorável às finalidades do Estado.

A escolha de governantes deve ultrapassar o vício das preferências familiares e de amizade e assentar na análise das qualidades da preparação técnica e da experiência curricular que garanta um desempenho correcto e positivo e na posse de uma consolidada imagem pública que inspire confiança e respeito nos cidadãos. O artigo de Pedro Soares Martinez no DIABO de 31 de Outubro contém aspectos de muito interesse a ter em consideração na análise deste assunto. Por exemplo o problema tão badalado dos incêndios florestais, não deve ficar por medidas de curto alcance, mas ir a uma profunda investigação para identificar os interessados na destruição do interior do País e na sua desertificação e de detectar quais os objectivos que, com isso, pretendem atingir. E combater a estrutura oculta que fomenta os fogos e o plano terrorista em que se integra. Simultaneamente, desenvolver o interior com uma agricultura moderna e indústrias a ela ligadas, do que resultaria o repovoamento do interior, com a atracção de pessoas, e terminar a tendência já demasiado acentuada de a economia nacional estar concentrada na estreita faixa litoral. E, com isso, justificava-se o dinheiro anteriormente gasto na construção da boa linha de rodovias que percorrem o interior de Norte a Sul.

A audição da voz da população deve constituir uma preocupação permanente e, através da comunicação social, vê-se que vários pensadores alertam para que a classe política não tem evidenciado competência para pôr dentro de limites razoáveis os impostos cobrados sob variadíssimos pretextos e que se destinam a pagar despesas do Estado, sempre crescentes, com vários exageros, entre os quais a contratação de pessoas sem experiência que enchem os gabinetes, sem contribuírem para a melhor governação e com o inconveniente de aumentarem a burocracia que entrava a economia nacional, desde pequenas a grandes realizações da vida dos cidadãos. A população sente na carne esses abusos que resultam, em grande parte do amiguismo partidário e só servem para dar tacho a boys sem capacidade para viver de um trabalho e produtivo.

António João Soares
7 de Novembro de 2017

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

PARA GOVERNAR O PAÍS REAL

Para governar o País real
(Publicado no semanário O DIABO em 7 de Novembro de 2017)

Governo é o supremo executante ou responsável pela execução de todas as medidas que contribuam para melhorar as condições de vida e de segurança da população e para desenvolver o País em todos os diversos sectores. Para isso não pode deixar de difundir pelas pessoas a informação, o saber, mais conveniente. E terá que dar o melhor exemplo nas áreas em que a máquina do Estado reserva para si a responsabilidade directa. Muitas sugestões e alertas têm vindo a público da parte de cidadãos amigos do País que gostam de o dar passos mais convenientes para evitar situações catastróficas como foram os incêndios deste verão.

Mas os altos responsáveis não podem querer tomar medidas acertadas se desconhecerem as realidades das diversas regiões, dos diferentes locais, se se mantiverem sentados às suas secretárias e partirem de ideias teóricas gerais e de palpites, por melhor intencionados que possam ser. E a realidade demonstra que o Governo, nesse aspecto, não merece confiança, não dá bons exemplos, como se evidenciou com a destruição pelo fogo do Pinhal do Rei, em Leiria que, como mata pública, devia ser objecto de cuidados exemplares. Se não cuida eficientemente daquilo que está directamente sob a sua responsabilidade, não pode nem sabe exigir que os privados cuidem bem dos seus haveres.

Para que servem as inúmeras viaturas, pagas com o dinheiro dos contribuintes, que estão ao serviço de entidades públicas? Será apenas para lever as suas famílias irem às compras e ao esteticista? Melhor seria que fossem utilizadas para visitar os diferentes locais do interior do País e, aí, ouvir os residentes acerca das condições reais, em que vivem, conhecer as suas dificuldades e as suas ideias acerca da forma de melhorar a participação no engrandecimento o País. Com base em dados assim obtidos e na leitura de sugestões que têm surgido na Comunicação Social, menos comprometida na propaganda partidária, e conversas serenas e livres com técnicos mais experientes e conhecedores dos assuntos locais, da vida e actividade rural, com pormenor sobre a vegetação, a agricultura, a água e o seu armazenamento para fazer face a períodos de seca, etc. etc.

Experimentem conhecer o território nacional, um pilar fundamental do Estado, experimentem nomear colaboradores, oriundos do interior do País e que ali tenham visto de perto os factores de desenvolvimento e os aspectos positivos e negativos da situação rural, quer agrícola quer florestal. Devem falar com o povo, sem soberba nem arrogância, mas sim, com a humidade de quem tem vontade de ouvir para aprender, para compreender as realidades nacionais e de, assim, obter bases para tomar decisões correctas e orientadas para o longo prazo.

Mais do que discutir as dificuldades não solucionadas pelo governo, por incapacidade ou coragem de enfrentar pressões diversas desde os partidos, às eleições, passando pelas sondagens de popularidade, pelos interesses privados sempre na penumbra, há que preparar e efectuar reformas estruturais que permitam aos governos do futuro agir de forma organizada e coerente em defesa dos interesses nacionais e na melhoria da economia e da qualidade de vida da população. A utilização das tecnologias modernas permite reduzir efectivos de gabinetes, hoje esmagadas por favores a familiares, amigos e «boys» do que resultará redução da burocracia, em benefício dos cidadãos e da redução de impostos e da dívida pública.

Seria bom que governantes e líderes de partidos lessem atentamente o livro «Governar Melhor», de Fernando Teigão dos Santos, especialista em planeamento, prospectiva e desenvolvimento sustentável. A reflexão sobre os temas ali abordados poderá trazer grandes benefícios para Portugal e os portugueses e para o desempenho de políticos que pretendam mostrar-se realizadores inovadores e modernizadores.

31 de Outubro de 2017
António João Soares

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

PARA AS NAUS A HAVER

«Para as naus a haver»
(Publicado no semanário O DIABO em 31 de Outubro de 2017)

É sobejamente sabido que a continuidade de um comportamento rotineiro sem lhe inserir alterações, actualizações ou adequações à evolução ambiental, provoca uma degradação persistente que conduz à anulação da intenção inicial. «Parar é morrer». No entanto, isto tem sido ignorado pelos governos e instituições públicas que justificam o acerto das suas atitudes por estarem inseridas naquilo que vinha do anterior. Isso foi notório no SIRESP e na ANPC.

Mas isto não significa que deva ser passada uma esponja que apague toda a experiência do passado, porque dele podemos, e devemos saber, tirar lições muito importantes, que nos ensinam a construir um futuro mais benéfico para o país. Agora foi recordado, com a notícia da destruição, pelo fogo, do célebre pinhal de Leiria que este foi plantado no reinado de D. Dinis para ter madeira «para as naus a haver» as quais permitiriam tirar proveito da nossa óptima localização geográfica com grande importância marítima. Representou olhos postos no longo prazo, indicação de inteligência e amor ao País, pensando nas gerações futuras. E a essa decisão com olhos postos no futuro proporcionou à equipa dirigida pelo Infante D. Henrique tomar decisões também focadas no longo prazo que conduziram aos descobrimentos que deram «novos mundos ao Mundo» e que foram a semente da globalização que veio a ser concretizada em anos recentes.

Seria bom que os actuais responsáveis pelo País imitassem estes pontos altos da história e se preocupassem mais com o futuro do que com os pequenos acontecimentos surgidas pela falta de prevenção, isto é, pela sua incompetência e inacção que os tem mantido a chafurdar no pântano da continuidade rotineira e demolidora, com a miopia que os não deixa olhar para o futuro com estruturas actualizadas e preventivas que evitem a repetição de erros demasiado velhos e repetidos, como os incêndios, que não foram evitados por medidas de protecção civil e de reforma da defesa das florestas, nem devidamente combatidos por falta de boa preparação dos agentes e por desajustada qualidade da comunicação.

O exposto no primeiro parágrafo foi confirmado pala atitude do PM que disse, há poucos dias, que seria «criancice» mudar de MAI. Mas o PR, com base no relatório da comissão de independentes sobre o ocorrido em Pedrógão Grande, incitou-o a fazer mudanças positivas para evitar desaires semelhantes e, então, o PM deixou de considerar «criancice» aquela e outras mudanças.

Nisto, como em muitos outros temas, as Forças Armadas dão exemplos a seguir, em que os factores da autoridade e da hierarquia não são os mais significativos. Qualquer decisão, táctica ou estratégica, é precedida por «estudo da situação» em que a missão é analisada, bem como as possibilidades do inimigo, as condições meteorológicas, o terreno, os meios e a sua utilização, e a comparação das possíveis modalidades de acção, para escolha da melhor. De decisão assim preparada, sai uma ordem de operações, e a posterior observação da «conduta da operação» a fim de, se necessário, serem introduzidas alterações adequadas a fazer face a aspectos novos dos factores da decisão, principalmente do inimigo. Nada é rígido e definitivo porque, se o fosse, aconteceria o que se referiu no primeiro parágrafo, como derrotas sucessivas até à definitiva. Não é «criancice» fazer retoques num plano inicial a fim de com ele se procurar atingir o objectivo final desejado.

O novo Secretário de Estado da Proteção Civil, engenheiro José Artur Neves, prefere a prevenção ao combate dos incêndios. e salienta que o investimento em meios de combate poderia "alimentar a ideia de que há aqui uma indústria de combate aos incêndios, que é perniciosa para todo este processo". Esperamos e desejamos que não se fique por estas palavras e as concretize, para os bons resultados «a haver».

António João Soares
24 de Outubro de 2017

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

COMPETÊNCIA E IDONEIDADE SÃO INDISPENSÁVEIS

Competência e idoneidade são indispensáveis
(Publicado no semanário O DIABO em 24 de Outubro de 2017)

Há funções que, pela sua importância social, devem ser desempenadas por pessoas com personalidade, formação e vocação para a perfeição e que, a cada momento, evidenciem competência e seriedade, actuando de forma exemplar para prestigiarem a sua instituição aos olhos dos cidadãos que dela dependam por diversas formas ou com ela contactem. Para se conseguir tal finalidade, os candidatos ao seu desempenho devem ser devidamente avaliados quanto a habilitações, a saúde física e mental, actividades anteriores, etc.

Se tal cuidado tivesse sido instituído e utilizado com regularidade, talvez não tivessem sido empossados indivíduos como o presidente americano que decidiu a invasão do Iraque em 20 de março de 2003, a qual gerou uma guerra assente em pressupostos falsos e que, ainda em curso, tem causado a destruição de muitos monumentos pré-históricos, muitas perdas de vidas e muitos danos pessoais e em haveres nacionais e dos sobreviventes.

Também o actual Presidente dos EUA não estaria a perturbar a paz e a sensação de insegurança mundial, com as suas preocupações de vaidade e fanfarronice, convencido de ser dono do Planeta e que se entretém a jogar ténis atirando ameaçadoras palavras de provocação a líderes de países desde a Coreia do Norte ao México, passando pelo Irão e a Venezuela.

Também um nosso recente Primeiro Ministro hoje, por vezes, referido como psicopata e já classificado réu de 31 crimes (3 de corrupção passiva, 16 de branqueamento de capital, 9 de falsificação de documentos e 3 de fraude fiscal qualificada e, no seu processo estão incluídos 28 arguidos (9 pessoas colectivas e 9 pessoas singulares)), se tivesse passado pelo crivo de avaliação pessoal, não teria agora dado tanto trabalho à Justiça, nem causado a crise nacional, que quase levou o país à de falência.

A desmedida vaidade e ambição pessoal de enriquecimento próprio com benefício pessoal e desprezo dos seus clientes e dependentes leva ao esquecimento da grei que é a primeira a ser sacrificada e a última a receber quaisquer regalias ou compensações daquilo que lhe é sacado ou do muito que lhe é prometido em campanhas eleitorais, quando lhe querem o voto.

Nas instituições públicas, a começar pelo Governo, precisa-se de pessoas com dignidade, ética, sensibilidade social, competência técnica para a função, pondo de parte critérios de amizade e de trocas de favores. O relatório sobre os fogos de Pedrógão Grande refere que «um alerta precoce poderia ter evitado a maioria das 64 mortes registadas, que não foram mobilizados totalmente os meios disponíveis no combate inicial e houve falhas no comando dos bombeiros». «O documento aponta, ainda, falta de conhecimento técnico no sistema de defesa florestal e falta de preparação dos atuais sistemas de combate às chamas para as alterações climáticas, confirmando, por outro lado, as falhas de comunicação do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP)». Isto levou o PR a fazer a seguinte afirmação “Portugal aguarda, com legítima expectativa, as consequências que o governo irá retirar de uma tragédia sem precedentes na nossa história democrática”.

Em conclusão, nos critérios de nomeações para cargos de responsabilidade, não pode ser negligenciada a atenção a dar à competência e à idoneidade dos visados, e deve ser evitada submissão a pressões e caprichos pessoais em apoio de amigos, familiares, cúmplices ou coniventes.

António João Soares
17 de Outubro de 2017

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terça-feira, 17 de outubro de 2017

A OPOSIÇÃO DEVE PREOCUPAR-SE COM O FUTURO DO PAÍS

A oposição deve preocupar-se com o futuro do país
(Publicado no semanário O DIABO em 17 de Outubro de 2017)

Desde alguns anos atrás, a oposição começou com uma estratégia nociva aos interesses nacionais, por ser demasiado destrutiva e ter feito desperdiçar, no Parlamento, muito tempo com futilidades, relegando para última prioridade a solução de muitos problemas que preocupavam as pessoas mais isentas e interessadas no bem de Portugal, bem como a necessidade de profundas reformas estruturais, mais necessárias em certos sectores. Já no artigo publicado em O DIABO em 20 de Setembro de 2016, perante atitudes pouco benéficas ao país e à própria oposição, aconselhava esta a aproveitar esse período de «repouso» como um estágio de preparação para vencer as eleições seguintes isto é, procurar dar aos eleitores a noção de que existe uma estratégia bem estudada, bem organizada e programada, com o objectivo de poder dar um futuro melhor, uma melhor qualidade de vida a todos os cidadãos. Isso, além de acabar por dar votos, contribuiria para medidas mais eficazes por parte do Governo, sem deixar de dar brilho à oposição.

Se cada cidadão tem o dever de dar ao governo a melhor colaboração, criticando de forma construtiva, apresentando propostas e sugestões, por forma chamar a atenção para problemas locais e regionais que tenham passado despercebidos ao Poder, maior é o dever da oposição, com a vantagem de as suas propostas ficarem registadas, documentadas, podendo numa campanha eleitoral, ser ostentadas como comprovativo da sua competência e dedicação aos problemas nacionais e à procura de melhor qualidade de vida para os cidadãos e para a boa imagem do País.

Mas, pelo contrário, nos tempos mais recentes, caiu-se na crítica destrutiva, negativa, em que foi dada prioridade à intenção da «luta pelo poder» de forma abjecta e pouco digna, desejando a demolição do governo sem apresentar alternativas mais propícias a objectivos mais elevados para os interesses colectivos da nação. Mas nada foi concretizado nesse sentido, e daí resultou que as pessoas não viram razões para uma escolha eleitoral que lhes trouxesses vantagens convidativas. E o resultado foi o afundamento do maior partido da oposição e do seu líder, ficando agora a incógnita de quem fará a reconstrução e daquilo que trará de novo e aliciante.

Também o artigo «amar Portugal sem submissão a partido», publicado em 4 de Outubro do mesmo ano, contém sugestões positivas para preparar um futuro melhor. Já ouvi opiniões de que isso são utopias e é chover no molhado, mas o certo é que grandes evoluções têm surgido de utopias de sonhadores, lunáticos, como Júlio Verne e outros que não chegaram a ver a concretização dos seus sonhos. E, na sociedade, as melhores mudanças são conseguidas por evolução e não por revolução, porque «a paz é o bem maior», como tenho referido insistentemente no semanário O DIABO, em defesa do bom entendimento, do diálogo, da negociação para resolver os diferendos grandes ou pequenos. Este princípio também foi esquecido pela oposição nas suas guerrinhas dentro do Parlamento, em vez de ocupar o tempo, de forma mais construtiva, em troca de opiniões positivas na procura de melhores soluções para o Portugal de amanhã. Será desejável que a nova liderança do partido, nunca perca de vista o objectivo da realização dos melhores projectos e planos para garantir um futuro melhor a Portugal e aos portugueses, em todos os sectores da vida nacional. Portugal será grande se os portugueses quisermos, mas quem deve concretizar os desejos da população são os partidos em quem os eleitores votam escolhendo-os como seus mandatários. Nisso a oposição tem uma missão importante, não apenas por desejar vir a ser governo, mas porque tem um papel importante no Parlamento, nas análises que ali são apresentadas e discutidas.

António João Soares
10 de Outubro de 2017

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

O DINHEIRO COMO PRODUTO TÓXICO


O dinheiro como produto tóxico
(Publicado no semanário O DIABO em 10 de Outubro de 2017)

A notícia «Rússia destrói hoje últimas reservas de armas químicas», faz pensar na conveniência para a harmonia mundial, da eliminação de armas químicas, biológicas, nucleares, de hidrogénio e outras de grande poder destruidor.

Mas é imperioso que o Conselho de Segurança da ONU encare com seriedade o problema, a fim de adoptar uma solução democraticamente correcta. Essa solução terá que encarar a situação dos cinco «donos» do Conselho de Segurança da ONU que, em vez de se limitarem a impor a proibição de fabrico de armas nucleares e outras de grande poder letal e de destruição aos países mais pequenos, devem defender a igualdade de direitos de todos os parceiros da ONU e darem o exemplo, destruindo todas as armas com tal poder de destruição que possuem.

E para haver a certeza de que não haverá aldrabice, devem criar uma comissão a organizar por pequenos Estados, com liberdade de se deslocar a qualquer local, para verificar a ausência de qualquer arma do género. Dessa forma, haverá autoridade para, depois, condenar severamente um Estado que montar uma arma de elevados efeitos letais, como, por exemplo, a Coreia Do Norte e o Irão ou outros. E tal medida prestigia a ONU e torna-a merecedora de respeito a nível mundial.

E também no Conselho de Segurança não deve haver estados com assento permanente e com poder de veto, porque isso não se enquadra nas características democráticas de que todos parecem querer mostrar-se paladinos. Seria um grande passo para a harmonia internacional e para o prestígio da ONU.

Numa conversa sobre este tema, foi dito que a Rússia destrói as armas químicas não a pensar na humanidade, mas apenas na segurança da sua população devido ao risco de problemas com essas armas sujeitas a acidentes com explosões acidentais ou com fugas de produtos tóxicos.

Mas a proibição de armazenamento e de utilização de armas, muito ou pouco potentes é solução que desagrada aos fabricantes – o complexo industrial militar - os quais são impulsionadores, para não dizer decisores, de novas guerras, guerrilhas ou acções terroristas, por isso lhes dar lucros substanciais.

Já Eisenhower alertava para o facto de o «complexo industrial militar, ávido de dinheiro, estar interessado em não parar as suas fábricas e, por isso lhes facilitar pressionar governos, etc, para guerras frequentes, senão permanentes. Recordemos que a invasão do Iraque, iniciada em 20 de Março de 2003, foi «justificada» com o pretexto de ir desactivar armas nucleares na posse de Saddam Hussein. Após a invasão, instigada pelos fabricantes de armamento, nada foi encontrado daquilo que tinha sido alegado e anunciado. Mas o Iraque, passados mais de 14 anos, ainda não passou a viver em paz, com as populações a sofrer duros incómodos daí resultantes.

Esse apego da grande indústria ao dinheiro condiciona as políticas e a vida das pessoas criando mais pobres e explorados. Por exemplo, quanto à indústria farmacêutica, o Prémio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia que ela, obedece ao sistema capitalista, preterindo os benefícios económicos à Saúde, tendo travado o progresso científico para a cura de doenças, porque esta não é tão rentável quanto a cronicidade. Em vez de um medicamento que cura em poucos dias, dão preferência aos que não curam totalmente, apenas fazem sentir melhoras que desaparecem quando se deixa de tomar a medicação, o que permite sacar dinheiro às pessoas, em continuidade até ao fim da vida.

O dinheiro é realmente um produto tóxico, grande inimigo da democracia e da justiça social.

António João Soares
3 de Outubro de 2017

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

ATAQUES Á FACADA

Ataques à facada Nos tempos mais recentes, o terrorismo internacional, tem sido praticado, em vários casos, com arma branca, esfaqueamento. Em Portugal já tem havido alguns casos desse tipo. Haverá ligação com o terrorismo internacional? Convém averiguar e, em caso de dúvida, iniciar medidas preventivas, e ter o cuidado de  evitar demasiada publicidade para não se fazer propaganda ao terrorismo internacional e não ampliar os efeitos psicológicos e sociais que ele pretende:

Notícia de 8 de Novembro de 2015 diz que Um homem com 50 anos foi esfaqueado esta madrugada, numa residência na Rua António Lino, na freguesia de Creixomil.

Notícia de 17 de Fevereiro de 2017 diz que Homem de 26 anos esfaqueado em Sesimbra ficou em estado grave

Notícia de 28 de Fevereiro diz que um homem de 26 anos sofreu ferimentos graves depois de ter sido esfaqueado no abdómen, em Sesimbra, no distrito de Setúbal, estando identificados quatro suspeitos da agressão.

Notícia de 16 de Maio diz que homem esfaqueado em Santa Maria da Feira está estável no hospital.

Notícia de 13 de Setembro diz que um homem de 44 anos morreu e outro, de 38, ficou ferido na sequência de um crime que ocorreu na madrugada desta quarta-feira, em Lisboa. Os indivíduos, ao que o DN apurou junto da Polícia Judiciária, são naturais do Nepal. Os dois homens esfaqueados são irmãos.

Notícia de 5 de Outubro diz que um jovem de 18 anos, estudante universitário, foi esfaqueado na madrugada desta quinta-feira perto da Faculdade de Economia do Porto.


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

NOVA ORDEM MUNDIAL

Nova ordem mundial
(Discurso de Vladimir Putin [Tradução livre] lido em frente de uma parada militar)

Hoje estou cansado, cansado de tudo. Quero dirigir-me aos líderes do mundo ...

O que acontece com vocês? Que plano diabólico estão a planear? Vocês estão, deliberadamente, a tentar reduzir a população, como se pode concluir, começando pela perda de vidas inocentes, pelo abuso de mentes frágeis a quem querem impor que acreditem e aceitem a vossa intenção política. Os alvos são pais mães e filhos.

Que tipo de monstro convence uma família a mutilar os genitais de seu filho,porque um dia se sente como uma menina, sabendo perfeitamente que uma criança não tem sua identidade mesmo formada?

Que tipo de besta convence um país ocidental a abrir as portas ao terrorismo do Estado islâmico, lavando os cérebros das pessoas, com sistemas de mídia poderosos e nefastos? Vocês não têm vergonha? Vocês estão virando do avesso os valores da cultura ocidental, um a um, intencionalmente. Vocês estão desejando que o terrorismo destrua inocentes, impunemente. Vocês atacam a vossa própria cultura e os valores de consciência.

Quereis destruir o Cristianismo, sabendo que, do outro lado, outros vêm impor o Islão, através da violência e do terror. Vocês não deviam ignorar que isso aconteceria.
Agora, para as vítimas do terrorismo eu peço que façamos um minuto de silêncio, muito significativo(…**…).

Estou ciente dos vossos diabólicos planos para reduzir a população do planeta. Desde a abertura das portas e barreiras aos grupos terroristas, até ao deliberado intento de homossexualizar a população.

Eu vim aqui hoje para explicar como e porquê vocês o fazem. Vocês são suficientemente nocivos para explorar os fracos, os oprimidos. Pegaram nos rapazes jovens e encheram as suas mentes de lixo. Aceitaram e legalizaram a mudança cirúrgica de sexo.

A cidade do Manchester City aceitou e legalizou o terrorismo islâmico. Afirmam que os ataques terroristas são uma parte natural da vida numa grande cidade.
Incrível. Se você acha que o seu povo deveria estar acostumado a ser massacrado, demita-se, renuncie do seu cargo público.

O que estão fazendo com a comunidade homossexual brada aos céus. Haja Deus!
Estão aproveitando uma parte da sociedade que foi eternamente discriminada, já sabendo que sofrem de desordens e distrofias fisiológicas e mentais, para fazê-los acreditar que são a ordem natural. E que todos os que não aceitarem essa premissa são um mal-estar e um distúrbio fóbico.
Há quem defenda com imprudência a homossexualidade referindo estudos falsos e alterados que mensalmente relatam que a heterossexualidade não passa de uma construção social. Bem, estou lhes dizendo hoje que são besteiras.

Isto é premeditado e assenta no propósito de reduzir a população mundial a zero.
Porque você sabe bem que uma sociedade homossexual não se pode reproduzir.

Os islâmicos massacram-nos. Você bombardeia islâmicos e a sociedade não se reproduz. O resultado é que você espera uma efectiva redução efetiva populacional.
Mas isso não fica por aqui. Eles também dirigem o ódio entre homens e mulheres. Eles proibiram o movimento feminista. Para converter em uma guerra a relação entre seres biologicamente aptos, Homens e mulheres. Se homens e mulheres se abominam, é provável que eles desapareçam completamente.
/> Este plano monstruoso é acompanhado por uma filosofia neo-marxista ...

Já é um facto o objectivo de tornar fraca a mente dos jovens rapazes. Jovens que compram discursos pré-digeridos. Meninos e meninas que se recusam a pensar por si mesmos. Os líderes do mundo lavaram seus cérebros e acalmaram suas mentes com ideias absurdas. Eles os transformam totalmente em idiotas.
Eles estão absolutamente convencidos de que a mutilação de genitais não implica uma desordem de identidade sexual. Eles conseguiram convencê-los de que o inimigo é a família tradicional, ou seja, aquele que reproduz e que isso hoje é hitstória.

Mas a História irá demonstrar aos governantes que o senso comum é mais forte. Exigimos que você reverta seu plano. Hoje estou aqui pacificamente, pedindo que você saia em paz respeitando as mentes dos jovens e dos oprimidos. Mas batendo o pé e mostrando que estou ciente dos seus planos, e defendo que as suas políticas devem mudar urgentemente, Os seus meios de comunicação devem começar a dizer a verdade. Pare deliberadamente de confundir os jovens sobre a sua intimidade. Entrar na vida privada de uma pessoa saudável é um acto desprezível e desagradável.
Exigir-lhe um propósito completo para se acostumar a ser massacrado pelos imigrantes radicais é um acto cobarde e desprezível. Enfrentar homens e mulheres sob a bandeira do feminismo é uma acção reles.

É uma das coisas mais notáveis que eu vi durante toda a minha vida política.
América e Europa, se eles não acabam com os seus planos terão de enfrentar, não apenas a ira de Deus, mas também a minha.

Retrocedam. comunguem o plano de Deus.

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

MORTES NAS ESTRADAS

Mortes nas estradas
(Publicado no semanário O DIABO em 3 de Outubro de 2017)

Felicito o professor Isaías Afonso por, no DIABO de 19 de Setembro, ter dedicado metade do seu Interessante artigo à persistente «Guerra» nas nossas estradas que está sendo mais mortífera do que foi a guerra em África que durou 13 anos. Mas uma explicação a esta crise continuada foi agora dada pelo facto de a desejada reactivação Protecção Civil ter servido para a encher de boys ao serviço dos seus interesses pessoais e do partido mas sem a mínima preparação nem vocação para o desempenho de funções de organização e condução das actividades de protecção civil, tanto no campo da prevenção como da solução de crises em curso. Não foram para lá para benefício da Instituição nem para a segurança dos portugueses, foram para um tacho em que iam receber gorda remuneração.

Quanto ao morticínio das estradas não é apenas a actuação dos condutores que necessita de atenção. É a própria condição das estradas que tem sido muito degradada nos anos recentes. Entre 1945 e 1952 percorri diariamente, a pé, nos dois sentidos, excepto em tempo de férias, os 6 Km entre a minha aldeia e a cidade onde se situava o Liceu. Era um Km de estrada municipal em macadame e 5 Km em estrada nacional de alcatrão. Nunca fui vítima de acidente nem sofri qualquer susto. É certo que nesse tempo o trânsito era menos intenso, mas havia espaço para os peões circularem em segurança, ao lado da estrada sem necessidade de pisar o alcatrão. Para fora deste, havia uma faixa empedrada com perto de meio metro de largura e do lado de fora um espaço em terra e a valeta, tudo bem cuidado por cantoneiros cuidadosos.

Há poucos anos, numa das visitas que fiz à família, tive a curiosidade de relembrar essas minhas viagens diárias e fiz o mesmo percurso a pé. Fui sempre com o coração nas mãos. O alcatrão foi estendido até ao mato que cresce espontaneamente logo a seguir, sem o mínimo cuidado, por não haver cantoneiros. Fui sempre pelo lado esquerdo, para poder ver os carros e desviar-me para o mato, à sua passagem. Não podia ir sempre fora do alcatrão por não ser fácil o corta-mato, mas durante a maior extensão tive que adoptar mesmo essa solução, para mais garantia de evitar ser esmagado. Consegui coragem para chegar ao fim e regressar em autocarro. Mas jurei não repetir tal tarefa épica. E compreendi que, hoje, ninguém tente viajar de igual forma.

Hoje é mesmo muito perigoso atravessar a estrada nacional que passa pelo meio de uma povoação e mesmo a deslocação à casa do vizinho do lado, exige cuidados especiais, embora já haja um risco branco que deixa uma estreita faixa, ele está tão desgastado que mostra bem que os carros não o respeitam. O alcatrão começa colado à parede das propriedades de um e do outro lado da estrada, sem nada a servir de passeio aos peões.

Esta degradação das estradas, parece sinal de que nos respectivos serviços estão muitos boys sem o mínimo sentido de responsabilidade e, como o tacho é bem remunerado, deslocam-se em automóvel próprio ou do serviço e não fazem a mínima ideia de criar condições para os peões que, por não terem carro, têm de se deslocar a pé. Nem os governantes que passam o tempo em Lisboa, nem os autarcas que queimam o tempo nas sedes da autarquia, conhecem as particularidades do terreno nem da vida das pessoas mais simples de Portugal. E, assim as estradas, os rios e as florestas estão sujeitas a condicionamentos que por vezes se tornam dramáticos. Quando passarão a ser escolhidas pessoas capazes para os diversos serviços da administração pública?

António João Soares
26 de Setembro de 2017

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terça-feira, 26 de setembro de 2017

ABUSO DO «POLITICAMENTE CORRECTO»

Abuso do «politicamente correcto»
(Publicado no semanário O DIABO em 26 de Setembro de 2017)

Um chefe, no desempenho das suas funções, deve ter, permanentemente, a preocupação de pensar e agir conforme a sua missão, a finalidade das suas atribuições e o seu merecimento da confiança e dedicação das pessoas que com ele colaboram no êxito da sua actividade. O tratamento do pessoal deve levá-lo a seguir o caminho mais adequado por forma a constituir, com eficiência e interesse, uma ferramenta essencial no sucesso a obter. Isto aplica-se, com maior ou menor rigor, em todas as empresas e instituições, desde as mais simples e rudimentares até ao governo de uma Nação.

Nesta época em que se aproximam eleições, vemos que, a coberto do mítico «politicamente correcto», as pessoas, cidadãos eleitores, estão a ser consideradas como coisas, ou ovelhas de um rebanho que são iludidas de maneira a seguirem um caminho que não lhes é explicado com verdade, realismo e lógica, e acabarem por ser vítimas de propaganda de vendedor de banha de cobra.

Não foi por acaso a coincidência de vários escritos vindos a público no semanário O DIABO de 12 do corrente terem abordado este tema segundo diversos ângulos de visão. São curiosos títulos como «as pessoas estão fartas de políticos», «Governo trabalha para os votos e não para reformar o País», «CNE puxa as orelhas a Medina», «onde estão os donativos de Pedrógão?», «um Exército em colapso-um País em colapso», etc. De todos eles se extraem conclusões que justificam o título dado a este texto. O mesmo se passa com a notícia «já há 405 queixas por causa das autárquicas. Só numa semana entraram mais 58». Até quando continuará este estado de coisas, à margem dos cidadãos e à custa do dinheiro que lhes é retirado por mil e uma maneiras (impostos, taxas e taxinhas).

Glosando um dito antigo, nem há moralidade e muitos não comem. E faltam qualidades de chefia a muitos ocupantes de cadeiras do Poder. Eles não conhecem nem se interessam em conhecer as condições daqueles que dependem das suas decisões. Não lhes conhecem as necessidades, nem os gostos, nem os seus interesses legítimos e tomam decisões que nunca teriam vida se os assuntos fossem submetidos a referendo popular, como parece dever ser norma de regime democrático. É certo que muitas das normas decididas não necessitariam de referendo se houvesse da parte do alto responsável um bom conhecimento das realidades e dos condicionamentos da vida daqueles que são por elas afectados.

Os factos reais que proporcionam as referências encontradas nos textos citados e em muitos outros que têm aparecido na comunicação social, devem merecer toda a atenção dos governantes por forma a estes prepararem reformas que conduzam à melhoria da vida real. Os assuntos devem ser analisados, estudados meticulosamente, com procura de soluções possíveis das quais se escolhe a melhor e, depois, decidir reformas e reorganizações que conduzam a melhorias da economia e da vida nacional (dos cidadãos). Estas melhorias não surgem com palavras fantasiosas de promessas inconsistentes e sem serem apoiadas por verdadeira vontade de realização.

E, quanto a promessas, não há qualquer interesse em divulgar, antecipadamente, ideias ainda em esboço como o caso da mudança do aeroporto de Lisboa para a Ota, ou a criação de um caminho de ferro moderno entre Lisboa e Elvas. Gastou-se em estudos e em hipotéticos contractos, criando esperanças que não tiveram seguimento, até porque os «estudos» feitos não eram estudos propriamente ditos mas, apenas, textos ilusórios feitos por amadores ou ilusionistas ao serviço de caprichos de governantes.

António João Soares
19 de Setembro de 2017

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

AS «MOSCAS» E O MAL SOCIAL

As «moscas» e o mal social
(Publicado no semanário O DIABO em 19 de Setembro de 2017)

Dos seis que estavam à mesa, o P. sentiu-se incomodado com uma mosca e virou-se para mim a sugerir que escrevesse sobre as moscas. Não dei resposta, mas continuei atento às queixas que passaram para a degradação do civismo e da ética de que a sociedade está a padecer. O A. Saiu-se com mais uma citação bíblica dizendo que a isso não podemos dar remédio, porque o mal é obra do diabo. E disse também que Portugal é um país geométrico, com território de forma rectangular, com problemas bicudos analisados em mesa redonda por bestas quadradas. E certamente não atribui ao diabo esta faceta.

Parece que a humanidade, isto é, cada um, deve deixar de culpar o diabo e fazer tudo o que puder para recuperar os valores que estão a ficar debilitados. Sendo elemento da humanidade, uma pessoa não tem o direito de ficar sentada à espera que os outros lhe tragam de presente a solução de um problema que também é dela. A solução não é ser indiferente e atribuir culpas ao diabo. E, quanto às «moscas», elas são estimuladas a procurar alimento e procuram-no onde ele possa existir. Na sociedade há acomodação, apatia, preguiça, para afastar aquilo que as «moscas» procuram e, assim, permite que a degradação social progrida para o abismo, não pela força do diabo mas por desinteresse da humanidade. Esta vive acomodada e submete-se docilmente à propaganda da mentira, das promessas falaciosas que nada de bom lhe trarão, mas as «moscas», atraídas por tal ambiente fecal, continuam a manobrar uma estratégia que dificulta a procura da verdade e a busca de informação correcta sobre a realidade.

Felizmente, nem toda a gente é ingénua, ignorante e apática e, por exemplo, estas manobras estão bem explicadas por Henrique Neto no artigo à procura da verdade» em O DIABO e também por António Barreto que as refere no artigo «segredo de injustiça», no Diário de Notícias.

Mas há soluções para quase tudo o que depende da acção do homem. Este, como partícula estruturante da humanidade, é autor das degradações de que esta sofre e que poderão ser ultrapassadas se os comportamentos individuais passarem a ser mais correctos, racionais e sensatos. Quando tanto se fala das virtudes da democracia, e se atribui tal responsabilidade aos seres humanos, há que exigir um esforço para que todos tenham acesso à boa informação, por forma a procurarem a verdade e não se deixarem levar pelo conto do vigário ou de vendedores de banha de cobra mas, prelo contrário dêm a sua colaboração e participação para o bem comum.

Ninguém tem o direito de ficar sentado à espera que outros lhe tragam o resultado da recuperação de valores que andam esquecidos. Cada um deve agir no melhor sentido, criticando a apresentando sugestões ou fazendo perguntas sobre aquilo que não compreende bem. Felizmente, há pensadores e técnicos a cooperarem para uma civilização mais eficaz com soluções para problemas preocupantes. É, por exemplo, o caso de António Carvalho que publicou no Diário de Notícias o artigo "Devia ser criado um corpo nacional de agentes florestais", para evitar os fogos florestais e combater com eficácia os que eventualmente surgirem. Precisamos de muitos cidadãos assim a contribuir para ser encontrada a melhor estratégia para o desejado progresso. Onde todos ajudam, as coisas apresentam-se mais fáceis.

António João Soares
12 de Setembro de 2017

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