terça-feira, 20 de junho de 2017

A VIOLÊNCIA GERA MAIS VIOLÊNCIA, ÓDIOS E VINGANÇAS

A violência gera mais violência, ódios e vinganças
(Publicado em O DIABO em 20 de Junho de 2017)

Embora consciente de que não é fácil amenizar o lado selvagem da mente dos governantes das grandes potências, tenho repetido o alerta de que a violência não dá bons frutos e, pelo contrário, dá origem a mais violência em escalada imparável, a ódios e a desejos de vingança. Vemos a concretização deste fenómeno a cada passo como se viu com o atentado em Cabul em que um carro armadilhado matou pelo menos 90 pessoas e feriu cerda de 400, perto do Palácio Presidencial, onde se encontram várias embaixadas e edifícios do Governo, causando danos nas embaixadas da França e da Alemanha.

A confirmar a ideia atrás exposta, recordemos que em 13 de Abril, os EUA lançaram no Afeganistão a maior bomba não nuclear do seu arsenal, a «mãe de todas as bombas», alegando com fanfarronice que, com isso, iam eliminar o Estado Islâmico. Mas este, sem grande demora, reagiu e, no dia 22, perpetrou um ataque contra base militar, causando a morte a mais de 100 soldados afegãos.

E não ficaram por aí, pois em 3 de Maio causaram oito mortos e 26 feridos em ataque a caravana da NATO em Cabul. E no último dia de Maio, novo atentado em Cabul fez os resultados atrás referidos.

Mas se os governantes são os decisores de acções violentas de retaliação que activam o terrorismo e as acções violentas contra os direitos humanos à vida e à harmonia social, eles não são os responsáveis conscientes dessas suas acções, porque quem impõe as guerras e obriga os governantes a fazê-las são os fabricantes de armas. O general Dwight Eisenhower, nos últimos tempos de vida, alertou para o perigo que os milionários do «complexo industrial militar» representam para a PAZ e pela pressão que fazem sobre governantes e chefes de grupos terroristas e dissidentes oposicionistas, para aumentarem o seu negócio, para consumirem o veneno que fabricam.

Por isso um líder de grande potência, antes de decidir, deve ouvir pessoas clarividentes de vários sectores e as suas opiniões devem ser tidas em atenção e respeito. O Trump não tem cura e age por palpite, empurrado pela sua vaidade e ambição, mas sem raciocinar sobre o efeito dos actos que desencadeia. Era previsível que a «bomba mãe de todas as bombas» não iria terminar o terrorismo islâmico nem acabar com o Daesh, mas apenas um acto de violência, com efeito na propaganda, mas que, na realidade, seria mais uma jogada que incitava resposta e esta não demorou e com demasiados resultados graves.

Será que o abandono do Acordo de Paris constitui mais um erro, já condenado por todo o Mundo? Há quem preveja que, sem mais cuidados na redução da poluição, haja alterações climáticas cada vez mais graves, provocando doenças e mortes e aumento da emigração devida à desertificação de extensas áreas sensíveis. Erros de hoje produzirão tragédia para os nossos descendentes.

Quanto à intromissão nos assuntos internos de outros estados, deve ser muito bem ponderada preparando resultados positivos, com respeito pelos verdadeiros direitos das pessoas. Hoje, há diversos analistas a referirem os péssimos resultados para os estados visados e as áreas em que se encontram das destituições e mortes de Saddan Hussein no Iraque e de Muammar Khadafi na Líbia. Num e noutro destes dois casos, os resultados são visíveis na situação de guerra e de caos em que passaram a sobreviver as populações. Casos como estes devem ser tidos como lições sobre a necessidade de bom senso, racionalidade, sensibilidade e humanidade.

Prefira-se a negociação em vez da violência. Desenvolva-se a diplomacia, e mantenham-se os militares preparados para resolver apenas casos extremamente graves e excepcionais. Os diplomatas devem ser preparados e mentalizados para incentivar a procura de soluções por meio de diálogo e negociação entre as partes desavindas e servir de intermediários para conduzir as partes a encontros bem aceites. Evitem a violência e defendam o reforço da harmonia e da paz. Querer eliminar a violência à custa de mais violência é como querer matar a fome com mais privação de alimentos.

13 de Junho de 2017
António João Soares

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quarta-feira, 14 de junho de 2017

IDOSOS PRECISAM DE SOLIDARIEDADE



Idosos precisam de solidariedade
(Publicado no semanário O DIABO em 170613)

Era o Sábado 3 de Junho e os residentes do Centro de Apoio Social, à hora habitual, entraram para o refeitório para tomarem o almoço. As mesas tinham uma disposição ligeiramente diferente e os de duas mesas foram transferidos para outras com lugares disponíveis. Já todos estavam sentados quando chegaram os elementos do grupo coral de cantares alentejanos «Lírio Roxo». O Director disse palavras simpáticas de recepção aos visitantes e o almoço iniciou normalmente e, após a sopa, o Chefe do Grupo respondeu às boas vindas com os seus artistas a entoarem um canto, dos muitos que são património cultural da humanidade. E, depois, tudo decorreu sem mais condimentos nem molhos.

Saídos do refeitório foram se dirigindo para o Bar e para a Sala de Leitura onde a arrumação das cadeiras tinha sido feita por forma a haver espaço para os artistas e para a assistência. Quando chegou a hora de iniciar, o Director fez um breve e simpático discurso que agradou a todos e o Coro iniciou com a primeira moda, finda a qual e terminados os aplausos, o Chefe respondeu ao Director e disse palavras amáveis aos presentes, alguns em cadeiras de rodas e outros um pouco alheios por estarem dominados pelos efeitos da doença.

Ao fim de várias modas, foi feito um intervalo para os cantores, o qual foi preenchido por uma acordeonista que entreteve a assistência com música variada que se prestou a que homens e mulheres dançassem. Alguns, depois de se afastarem das bengalas e canadianas, procuraram mover-se um pouco, com muito prazer e algum esforço. Um destes, a meio da canção, desistiu porque o esforço já era demasiado. A idade exige distracção, convívio e divertimento, mas dentro de limites que, em alguns casos, são muito apertados.

Depois da actuação da acordeonista, houve lanche e, a seguir, novos «cantes» alentejanos até ao encerramento.

Foi uma tarde bem passada, em ambiente muito agradável, sem qualquer discriminação entre residentes, empregados, artistas e familiares que se inseriram com oportunidade. Estas horas bem passadas com prazer para todos correspondem à problemática referida no meu texto publicado no semanário O DIABO em 21 de Março de 2017 com o título «Os idosos não precisam apenas de comer e dormir». Também, há poucos dias, li notícia que diz que, na Holanda, há regular apoio de jovens estudantes a lares de idosos, ao ponto de estes lhes darem alojamento para lhes facilitar conversarem e distraírem os idosos internados.

Realmente, o meu artigo tinha título correcto e merece ser devidamente interpretado e aplicado, dentro das possibilidades existentes, não apenas nos lares mas também em família, na vizinhança e em grupos de amigos. Acerca disto, transcrevo palavras do Papa Francisco sobre o envelhecimento, em que segundo Ele, se aprende coisas essenciais como «A felicidade interna não vem das coisas materiais do mundo… quando se tem amigos e irmãos, com quem falar, rir e cantar, isso é felicidade verdadeira».

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sábado, 10 de junho de 2017

10 DE JUNHO

10 de Junho.

Hoje festejamos o dia da Raça ou de Camões, mas não basta recordar os feitos dos heróis do passado, é preciso olhar para a frente. E não se deve entrar em aventuras caprichosas sem estar bem consciente do resultado desejado.
Mas é preferível mudar do que ficar impassível no pântano até à putrefacção total. Há que dar valor à coragem, embora com resultados criticáveis, dos que fizeram o 5 de Outubro, o 26 de Maio e o 25 de Abril. E há que analisar os erros cometidos durante aquilo que os militares chamam «exploração do sucesso», há que agir após um planeamento para a acção e para o que se seguirá, a fim de se poder ir «mais longe e mais além».
E não é preciso ir «além do que permite a força humana», mas sim, fazer um bom aproveitamento de todos os recursos, humanos, materiais e tecnológicos a fim de recuperarmos a «Nação valente e imortal» pela qual todos ansiamos.
Cabe a cada um de nós o máximo esforço para assegurar o futuro dos netos e ninguém deve ficar sentado à espera que sejam outros a trazer-lhe numa bandeja um futuro melhor.
Temos que procurar ir «para além da Taprobana». Mas nada de bom se consegue com violência. Querer combater a violência com mais violência é como querer matar a fome com mais recusa de alimentos.
Pensemos nisto e façamos tudo o que pudermos, tudo quanto «permita a força humana».

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terça-feira, 6 de junho de 2017

ECOLOGIA, AMBIENTE E RELIGIÃO


Ecologia, ambiente e religião
(Publicado em O DIABO em 6 de Junho de 2017)


De manhã fui num grupo à cidade próxima, onde uns aproveitaram para fazer compras e utilizei para tratar da actualização da morada no cartão de cidadão. Depois tirei algumas fotografias e visitei duas igrejas situadas nas proximidades do local de reencontro para o regresso.

De tarde, participei numa «excursão» para ver a procissão da quinta-feira da Ascensão, dia da espiga, que saiu e entrou na ermida da Nossa Senhora dos Milagres, situada num monte sobranceiro ao lugar de Milheiros da Freguesia de Dois-Portos. Vários aspectos me impressionaram e incitaram a meditar e a referir neste espaço.

A ermida, erigida no século XVI localiza-se no «vértice» de uma pirâmide ou cone, levando a nossa vista a muitos Km de distância independentemente do azimute para que estejamos virados. Só isto já merecia a viagem. Mas o interior da ermida possui revestimento de azulejos de reconhecido valor artístico e bem conservados, bem como as pinturas do tecto e a capela-mor, o que demonstra uma arreigada e continuada devoção da população local e da região.

O que mais me impressionou, foi a intenção da procissão, constituída principalmente por mulheres, a maior parte de idade madura, que percorreu por caminhos pedestres rurais os campos bem visíveis lá do alto em que durante uma paragem junto à fonte que, segundo a lenda, está ligada à decisão de construir ali a ermida, o pároco prestou a sua homenagem e aspergiu água benta em direcção não apenas à fonte e às pessoas que integravam a cerimónia, mas também aos campos em geral. Gesto ecológico, de amor à Natureza, que é mãe de todas as vidas animal e vegetal.

Fiquei sensibilizado por esta homenagem à Natureza e saltou-me à memória a interrogação do Papa Francisco, durante a homilia em Fátima, se as pessoas estavam ali reunidas para agradecer e pedir pequenos favores para lhes retirar sofrimentos pontuais ou se era para manifestar respeito e homenagem e agradecer os bons conselhos e sugestões para viverem com mais civismo, bom entendimento e amizade para com os seus semelhantes.

Nunca é demais desenvolver a ética, reforçando o respeito pelos outros, sejam humanos, animais, vegetais ou minerais, isto é a Natureza em que fomos gerados e de que vivemos. Nisso se devem basear as religiões, procurando aperfeiçoar os sentimentos, as emoções, as palavras e as acções de todos e de cada racional. Infelizmente tem havido excepções de movimentos ditos religiosos, que perderam o rumo avançam nas piores direções.

Espero que não deem por mal empregue o tempo gasto nesta leitura, mas não resisti ao apelo íntimo de partilhar esta meditação que desejo contribua para melhorar a postura perante o tema.

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terça-feira, 30 de maio de 2017

BOM ENTENDIMENTO GERA HARMONIA E PAZ


Amizade e bom entendimento geram harmonia e paz
(Publicado em O DIABO de 30 de Maio de 2017)

No fim de semana de 13 e 14 e Maio, os portugueses tiveram três motivos de felicidade: A Visita do Papa Francisco a Fátima, depois a vitória do Benfica como campeão nacional e a vitória de Salvador Sobral no festival da Eurovisão.

Foram três acontecimentos que encheram as páginas de jornais e o tempo de emissão das TVs. Há quem se sinta feliz por estes três motivos, há outros que apreciam dois e alguns que gostam de apenas um. Isto porque a felicidade, sendo uma situação psíquica, totalmente individual, depende de cada um, da sua postura afectiva, emotiva e cultural. Cada um tem os sus gostos, as suas preferências, as suas prioridades. E cada um, para ser feliz, deve conhecer-se e saber daquilo que gosta e extrair disso o seu máximo prazer. Quanto a tudo o resto, sem deixar e observar e procurar compreender, deve olhar para os pontos fracos e acidentes com tranquilidade e solidariedade social, mas sem afectar patologicamente a sua própria estabilidade.

Procurar compreender e colaborar na procura das melhores soluções não significa colocar em risco a sua humildade e felicidade, nem impor inflexivelmente a sua própria opinião. A felicidade, na colaboração em benefício da colectividade, sai reforçada se os resultados beneficiarem com o contributo de ideias e de atitudes solidárias que forem tomadas.

Curiosamente, nos acontecimentos atrás referidos, fica patente a convergência de atitudes por parte do Papa e do cantor Salvador Sobral, na atenção dada à solidariedade para com os outros, na amizade, no amor, na convivência social, no respeito pelos outros, em clima de bom entendimento e entreajuda.

Seria bom que tais conselhos e exemplos fossem devidamente interpretados e praticados pela maioria da humanidade para passarmos a viver em paz, em todos os pontos do globo, procurando a inclusão e evitando qualquer indício de exclusão dos outros, por aspectos não essenciais para o futuro harmonioso da humanidade.

Em especial, quanto ao Papa Francisco não devemos deixar de sublinhar o seu gosto pela humildade, pela simplicidade e o seu relacionamento com as pessoas mais carentes. Nisso tem muito em comum com o Presidente Marcelo, mas em cada momento, aproveita para proferir palavras sugestivas de grande elevação moral e social tendo em vista o aperfeiçoamento de uma humanidade mais consciente da necessidade de maior amizade, paz e esperança em tempos melhores. Devemos agir para a melhor compreensão e aceitação das diferentes culturas e tradições de outros povos, interactivamente e com reciprocidade.

23 de Março de 2017
A João Soares

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terça-feira, 23 de maio de 2017

A VONTADE DE MUDAR EXIGE PRUDÊNCIA

A Humanidade quer mudar, mas precipita-se
(Publicado em O DIABO de 23 de Maio de 2017)

A Humanidade, talvez estimulada pelas novas tecnologias, deseja simplificar as obsoletas burocracias das máquinas estatais, as quais se desgastam com pormenores sem real interesse colectivo e que entravam a busca dos resultados positivos que contribuam efectivamente para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e o crescimento do poder económico do país. Os responsáveis pela gestão dos interesses colectivos, ou governação, geralmente, não conseguem libertar-se das pressões de gente com poder financeiro que quer a defesa de interesses de amigos, apaniguados, cúmplices e coniventes.

Abundam, em diversos países, casos concrectos que evidenciam a ansiedade da população para acabar com instituições que usam tradições obsoletas e demasiado pesadas aos contribuintes e que impedem a obtenção dos fins desejados pelos cidadãos.

Por vezes, cidadãos mais ousados, embora nem sempre bem informados e prudentes, avançam para soluções de violência que, em algumas situações, geram mais inconvenientes do que vantagens, como tem acontecido na Venezuela, onde parece que conseguiram que o Parlamento aprovasse na terça-feira, 9 de Maio, um acordo sobre a "inconstitucionalidade e nulidade" do decreto presidencial que convoca a formação de uma Assembleia Constituinte a fim de lhe serem dados todos os poderes, à semelhança do que ocorreu na Turquia. O povo turco agiu como um rebanho abúlico, sem vislumbrar o buraco em que ia ser metido, mas os venezuelanos agiram de forma mais lógica, embora devesse ter sido mais arguta e prudente, sem violência que afecta os cidadãos e não os verdadeiros culpados.

Em França, nas eleições presidenciais, os eleitores deixaram bem clara a sua desconsideração pelos partidos tradicionais que ficaram numa situação muito obscura e viram o poder dos votos conduzir à segunda volta dois candidatos menos contaminados pelos vícios da máquina administrativa. Cabe ao novo PR compreender bem a vontade do povo e apoiar-se em pessoas competentes, mas não dependentes dos partidos e, com elas, procurar as soluções mais adequadas à busca da eficiência, com simplicidade, sem burocracias desnecessárias, sem corrupção, para atingir os resultados que a Nação deseja.

E da lição do sucedido em França, devem os partidos de outros países concluir que o seu reinado pode estar muito frágil se não decidirem aliviar e modernizar os seus procedimentos e estudar as melhores soluções para um futuro que satisfaça as esperanças dos eleitores. As oposições, apresentando projectos para os principais sectores da vida nacional e defendendo-os de forma a melhorá-los, no Parlamento, mostrarão ser bons obreiros para a desejada mudança. Mas, para isso, devem deixar de perder tempo com aleivosias e críticas teimosamente agressivas, alheias aos reais interesses nacionais. Não devem perder tempo a criticar repetidamente o que aconteceu ontem a não ser que tenham melhor solução para o assunto e que essa nova estratégia seja eficaz para as previsões das próximas décadas.

Se os partidos não mostrarem competência para efectuar as mudanças adequadas, será o povo, como em França ou na Venezuela, que lutará para as conseguir.

Porém, normalmente, um governo partidário não dispõe de coragem que permita romper a teia em que se encontra pressionado pelos interesses do partido e daqueles a quem este deve favores. E também não é fácil romper com os seus procedimentos anteriores e seguir novas estratégias. Estas estão mais acessíveis à oposição que tem liberdade de inovação e criatividade por estar menos comprometida com os vícios actuais. Com isso, indo ao encontro dos desejos dos eleitores, habilita-se a um bom resultado eleitoral, se apresentar projectos adequadamente elaborados com apoio de técnicos competentes e amantes do país.

Mas, em Portugal, vemos a oposição a perder tempo no Parlamento com conversas sem nível nacional e a preocupar-se com críticas destrutivas e ofensas pessoais aos governantes em vez de mostrar competência para alertar para melhores soluções para atingir os objectivos essenciais de que se espera. É de pouca perspicácia que, estando metade do território em acelerado processo de desertificação, se fale no Parlamento da expansão do Metropolitano de Lisboa com mais 20 (vinte) estações. Os habitantes de ALMEIDA não dispõem de transportes públicos adequados para ir à CGD, que agora fica a 15 Km de distância.

Tudo isto estimula os cidadãos à rebeldia como se vê em vários países, onde chegam a produzir baixas humanos e danos materiais. Precisam-se políticos não viciados nas normas partidárias, que amem o país, isto é, os interesses colectivos. E o povo deve procurar obter informação, para não se deixar arrastar por enganadores cantos de sereia, porque «votar no menos mau» não significa «votar num bom».

16 de Maio e 2017
António João Soares

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domingo, 21 de maio de 2017

AMAR O SEMELHANTE, OS OUTROS

Amar o semelhante, respeitar os outros

Na missa celebrada na manhã de 21 de Maio de 2017 pelo Papa Francisco na Casa Santa Marta, Ele disse:

«O mundo nos propõe outros amores, que não o ensinado pelo Pai orientado para o semelhante, para os outros:

o amor ao dinheiro, por exemplo,
o amor à vaidade, exibir-se,
o amor ao orgulho,
o amor ao poder, inclusive cometendo muitas injustiças para ter mais poder...

São outros amores, mas não é de Jesus e não é do Pai. Ele nos pede para permanecer no seu amor, que é o amor do Pai.

Pensemos também nesses outros amores que nos afastam do amor de Jesus. E também, existem outras medidas para amar: amar pela metade, isso não é amar.»
Uma coisa é querer bem, outra é amar."

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O VALOR DO SER HUMANO

Perguntaram ao grande matemático árabe Al Khawarizmi sobre o ser humano e ele respondeu:

- Se tiver Ética, ele é 1

- Se também for Inteligente, acrescente 0 e será 10

- Se também for Rico, acrescente mais um 0 e será 100

- Se também for Belo, acrescente mais um 0 e será 1000

Mas... se perder o 1, que corresponde à Ética, então perderá todo o seu valor e restarão apenas os zeros.

A EQUAÇÃO DE AL KHAWARIZMI - É considerado o fundador da Álgebra, mas talvez o que melhor definiu em poucas palavras o ser humano

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

POPULAÇÃO DE ALMEIDA SERVE DE MEXILHÃO ?


A população de Almeida serve de mexilhão?
(Publicado em O DIABO de 16 de Maio de 2017)

A População do Concelho de ALMEIDA estará mesmo revoltada com a decisão de fecharem a sua da CGD? Não estaremos a ser vítimas de propaganda contra a situação actual e a fazer valer o dito antigo «ter alma até Almeida»?

Há coisas que custam a acreditar. Por um lado, há dias, em 25 de Abril, nos bonitos discursos dos oradores dos diversos partidos foram acarinhadas as populações com esperanças como: - Criminalização do enriquecimento ilícito; - Criação de uma sociedade inclusiva e justa; - Tornar mais socialmente justa a distribuição da riqueza; - Subordinar o poder económico ao poder político, isto é, aos interesses dos portugueses, em geral: - Evitar a continuação da austeridade; - Combate aos privilégios injustificados, ao compadrio, à corrupção, à opacidade, à economia subterrânea; - Dar prioridade ao primado da pessoa, do seu pojecto de vida; - Respeitar os direitos humanos e a protecção da vida; - Praticar uma visão solidária da dignidade humana; - Respeitar os direitos sociais e económicos da população e procurar solução para a pobre e o desemprego; - Difundir os deveres sociais e ambientais; - Recuperar direitos e salários e os deveres de cidadania; - Defender o Caminho para um Mundo pacífico, dialogante, sem guerras.

No mesmo sentido, temos sido informados por «responsáveis» da governação que é imperioso combater a crescente desertificação do interior, em que há povoações apenas com um casal de idosos que já acham desajustado investir no esforço de mudar de residência e preferem ali morrer onde sempre viveram. Mas, pesar destes e de outros factores, ameaçam encerrar a agência da CGD, um banco do Estado, isto é, vocacionado para servir os cidadãos, numa sociedade inclusiva e justa, sem discriminações. Com tal encerramento, os cidadãos do concelho, na maioria idosos e alguns deficientes, quando precisarem de tratar de algo relacionado com as suas magras pensões, terão de se deslocar, sem disporem de transportes públicos adequados, até Vilar Formoso que fica para lá de 10 Km de distância.

Qual o motivo para este dislate? A CGD, noz anos mais recentes entrou em crise, em consequência de erros de gestão, e como solução não hesitaram em fechar aquele balcão, sem penar que, com isso, estão a desrespeitar os direitos dos cidadãos contribuintes do Concelho, os quais não foram minimamente culpados dos erros que outros cometeram.

Estes os seus amigos, que agora não pagam os empréstimos que lhes foram concedidos sem cauções racionalmente válidas, mas apenas por amizade, conivência cumplicidade, sem critério que priorizasse os interesses nacionais, dos cidadãos. Agora tais funcionários e os devedores podem ser milionários, mas «quem se lixa é o mexilhão», quer esteja em Almeida ou noutro ponto do país.

Isto parece um prenúncio de que o País está a afundar-se por ter incompetentes, nomeados por partidos, na gestão de serviços públicos que exigem capacidade, organização, prudência, enfim, responsabilidade para a função e honestidade.

E o que faz a Justiça para parar este desaforo, recuperar os valores perdidos e restaurar a disciplina a ordem social? Um juiz amigo que a Justiça procura inserir-se na legislação existente. Só que esta é feita pelos eleitos, ou, na maior parte dos Casos, por gabinetes privados contratados, a que alguns eles pertencem e que deixam sempre pontos e dúvida, para benefício de seus clientes e para, posteriormente, daí saírem pedidos se parecer, bem rendosos.

E perante tal inoperância de Almeida com nível etário muito pesado (pdi) ou com significativa DNA (Data de Nascimento Antiga) é que «passa as passas do Algarve» ou serve de vítima do ditado «quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão». Pobres mexilhões numa área tão afastada do mar, que vê acelerada a sua recta final da caminhada da vida.

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terça-feira, 9 de maio de 2017

DITADURAS GERADAS DEMOCRATICAMENTE?

Ditaduras geradas democraticamente?
(Publicado em O DIABO de 9 de Maio de 2017)

As ditaduras são detestadas pela maioria da população. Digo maioria e não totalidade porque uma pequena parte dos cidadãos beneficiam das vantagens do poder único e omnipotente, por viverem à sombra dos usurpadores das regalias, com os privilégios daí decorrentes. O que é de estranhar é que, em muitos casos recentes, há ditadores que usam e abusam do poder, mas os eleitores, talvez por ausência de cultura, de capacidade de discernimento e sujeitos aos efeitos de adequada propaganda ou lavagem de cérebro, dão-lhes o voto. O caso mais flagrante foi o do presidente da Turquia que, depois de mostrar, claramente, a sua tendência para se vingar do mínimo gesto que lhe desagrade, fez um referendo para alterar a Constituição passando, legalmente, a ser «todo poderoso», sem Governo e sem um Parlamento onde a oposição possa temperar os seus excessos, e obteve a maioria dos votos.

Os casos em países africanos, asiáticos e na América Latina são numerosos, embora a Comunicação Social não faça especiais reparos. Mas a violência que está a grassar na Venezuela não está a passar despercebida. E a eleição de Trump não merece os elogios de pessoas bem-pensantes e isentas de interesses.

Entre nós, embora se fale de democracia, ainda se não foi além da «partidocracia», como se verifica no sistema eleitoral, em que ao simples eleitor não é dado o direito de escolher os seus representantes nos órgãos de soberania, mas apenas o de votar a lista de um partido, ignorando pormenores sobre os componentes das mesmas que foram escolhidos por decisão de um «líder». O caso mais chocante e recente é o da candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, sem ter sido ouvido, sequer, o presidente da concelhia de Lisboa do Partido, que acabou por se demitir, procurando não melindrar demasiado o seu líder partidário.

Em democracia, a soberania reside na Nação, nos cidadãos, que, para melhor funcionalidade, delegam em representantes, os quais, por honestidade e lealdade para com os representados, devem procurar conhecer os seus sentimentos, as necessidades e objetivos legais, para melhor conseguir preparar um futuro com melhor qualidade de vida para todos, principalmente os mais desamparados. O dever patriótico cabe a todos os cidadãos, cada um participando com críticas positivas, sugestões ou propostas, conforme a sua situação e capacidade. Acerca disto, penso numa líder oposicionista que fala muitas vezes, mas sempre com o mesmo objectivo de criticar demolidoramente o Primeiro-Ministro, acusando-o de erros que já eram frequentes no Governo a que ela pertenceu. Seria mais patriótica se procurasse contribuir para um Portugal melhor, se apresentasse críticas, sugestões e propostas adequadas. Se fosse ao ponto de se mostrar interessada pela metodologia do Presidente da Tanzânia, John Magufuli, isso granjear-lhe-ia mais prestígio e votos para futuros cargos por mostrar maior capacidade e ser defensora dos interesses da maioria dos portugueses.

António João Soares
2 de Maio de 2017

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terça-feira, 2 de maio de 2017

GUERRA FRIA EXIGE GOVERNANTES PRUDENTES

Guerra Fria exige governantes prudentes
(Publicado em O DIABO de 2 de Maio de 2017)

Em 18 do corrente, o ex-líder soviético e Prémio Nobel da Paz, Michael Gorbachev disse, a propósito da questão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, que «todos os indícios de uma nova Guerra Fria estão aí». A afirmação, embora pareça ser adequada à situação vigente, é demasiado preocupante e obriga a meditar muito naquilo que pode acontecer nos próximos tempos.

Com efeito, a guerra fria exige que as partes intervenientes estejam a ser geridas por pessoas pouco impulsivas e arrogantes, mas, pelo contrário maduras, com muito bom senso e muto apurado sentido das responsabilidades. A guerra fria iniciada após a II GM foi conduzida por governantes com profundos conhecimentos dos inconvenientes da guerra que terminara um pouco antes e que desejavam não ver repetida.

Estavam vacinados com o conhecimento ao vivo das realidades da guerra e dos males dela advenientes para os seres humanos em geral, com mortos, estropiados e privados de condições de sobrevivência. Pelo contrário os actuais governantes não têm semelhante experiência e têm demonstrado ausência de respeito pelas pessoas, falta de sensatez e de sentido de responsabilidade, comportando-se muitas vezes como crianças a lidar com brinquedos que, na realidade, são demasiado perigosos e exigem excepcional prudência.

A gestão da guerra fria exige, da parte de cada parceiro, um serviço de informações, bem preparado e sabendo aproveitar toda a colaboração dos serviços diplomáticos, quer dos intervenientes quer do mundo em geral, a fim de ter conhecimento oportuno de sintomas ou indícios de preparativos ou intenções perigosas que possam colocar em perigo o modus vivendi.

Actualmente, as provocações, mais ou menos evidentes, entre os EUA e a Coreia do Norte não são propícias para evitar preocupações relativas à hipótese de uma guerra violenta, possivelmente nuclear, entre as duas partes. No caso de tal situação, eclodir os Estados da margem Oeste do Pacífico sofrerão graves inconvenientes e o resto do mundo não ficará ileso, pois as poeiras radioactivas e a nuvens tóxicas que elas formarão, empurradas pelos ventos, darão voltas ao Planeta, disseminando detritos tóxicos minúsculos que destruirão todos os vestígios de vida, animal e vegetal em qualquer latitude ou longitude. As bombas nucleares actuais são imensamente mais demolidoras do que a de Hiroshima que era pouco potente e pouco mais do que artesanal.

O ideal seria a Paz respeitada por todos, fortalecida por um diálogo franco e aberto entre todos que libertasse todas as energias das pessoas e dos meios materiais para a melhoria generalizada da qualidade de vida sobre a Terra. As bombas, os mísseis e os gases não contribuem para melhorar nada. A «Bomba mãe de todas a bombas» que os EUA lançaram no Afeganistão não impediu, e talvez tenha provocado, por ter aumentado o ódio e a vontade de vingança o caso que foi dado a público em comunicado do ministério: "Os rebeldes talibãs lançaram um ataque coordenado contra a base militar onde a maioria dos soldados estavam reunidos para rezar, provocando no total mais de 100 mortos e feridos entre as forças armadas". Cada vez fica mais claro que a violência nada traz de bom, apenas gera mais violência em escalada incontrolável.

António João Soares
25 de Abril de 2017

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sábado, 29 de abril de 2017

SÍRIA E O CONSELHO DE SEGURANÇA

Gosto desta notícia que vem ao encontro das ideias que tenho defendido de dever ser dada prioridade à busca de soluções pacíficas, negociadas, para os conflitos em qualquer parte do Mundos, sejam nacionais ou internacionais, por forma a respeitar as vidas de pessoas e o património privado ou público. O Conselho de Segurança deve eliminar o direito de veto para poder chegar a decisões respeitadas e eficazes.

"Acreditar numa solução militar para a Síria foi um erro gravíssimo"
170429. Por Lusa

O presidente da Comissão Independente de Inquérito sobre a Síria da ONU, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, disse à Lusa que "acreditar numa solução militar para a Síria foi um erro gravíssimo".

Foi um erro gravíssimo pensar, durante anos, que o Governo de [Bashar al-] Assad iria cair, que iria haver uma mudança de regime pela intervenção militar. Desperdiçaram-se muitas oportunidades para uma resolução do conflito", defendeu o responsável.

Paulo Pinheiro disse que no início da contestação ao Presidente Bashar al-Assad, no contexto da Primavera Árabe, uma intervenção da comunidade internacional para mediar o conflito teria tido mais resultados.

"Ao longo do tempo, a situação complicou-se. Não apenas pelo alargamento das partes beligerantes, mas também pelo envolvimento dos países da comunidade internacional que passaram a apoiar um e outro lado", explicou.

Pinheiro lamentou "actuais divisões no Conselho de Segurança que impedem a tomada de uma posição mais clara", mas disse que "não há outro caminho para a paz além de um acordo fixado pela comunidade internacional".

O responsável acredita que no último mês foram dados passos importantes, como no encontro de urgência do Conselho de Segurança para discutir o uso de armas químicas sobre a população, que motivou um ataque dos EUA sobre uma base militar.

"O encontro foi extremamente positivo, porque nenhuma das partes abandonou o encontro, como vinha acontecendo. Os dez membros não permanentes têm sido mais activos, pressionando para uma solução, e isso é positivo. Apesar das dificuldades da negociação, o Conselho de Segurança está no bom caminho", disse.

Paulo Sérgio Pinheiro disse acreditar que o acordo de paz não deve estar dependente da continuidade, ou não, de Assad na liderança do país, apesar dos crimes de guerra de que o sírio é culpado.

"É um erro tornar a resolução do conflito refém dessa questão. A questão principal deve ser levantar temas em que pode haver consenso, como a criação de uma nova Constituição e a luta contra o terrorismo, e só num segundo momento deve ser levantada a questão da continuidade de Al-Assad", explica o responsável.

Neste momento, Pinheiro encontra três grandes ameaças à segurança da população síria.

"O primeiro grande problema é a radicalização dos grupos armados de oposição, muitos deles associados à Al-Qaida. O segundo problema é a ameaça que paira sobre os deslocados no norte do país, que está sobre controlo dos rebeldes, e que se podem tornar vítimas do mesmo que se passou durante o cerco de Alepo. O último problema é o aumento dos ataques terroristas contra as áreas controladas pelo Governo", disse.

Paulo Pinheiro lidera a Comissão de Inquérito sobre o país desde que foi constituída no início do conflito, em 2011, mas as autoridades sírias só autorizaram que visitasse o país uma vez, em 2012.

"Somos imparciais, não temos preferência por nenhum dos lados, apenas pelas vítimas, mas o Governo não nos deixa entrar no país", explicou, adiantando que o trabalho se tem feito, sobretudo, através de entrevistas, tendo sido realizadas cerca de sete mil nos últimos seis anos.

O próximo relatório do grupo liderado por Paulo Sérgio Pinheiro será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em junho. O conflito na Síria, que começou como um movimento de contestação ao Presidente Bashar al-Assad em 2011, já causou a morte de mais de 320 mil pessoas e milhões de deslocados e refugiados.

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

O QUE SE PODE ESPERAR DO CONSELHO DE SEGURANÇA?

Trump, em 24 do corrente, disse esta frase curiosa:

"O 'status quo' na Coreia do Norte é inaceitável e o Conselho de Segurança deve estar pronto para impor novas sanções mais fortes (...). É uma ameaça geral para o mundo." 24-04-2017. (ver aqui)

Ora, o Conselho e Segurança, pela sua organização e regras e funcionamento, não pode ter utilidade e parece servir apenas para dar emprego (direito a salário mensal, viagens e noutras regalias) aos que constam na sua folha de pagamento.

Com efeito, embora se fale muito de Democracia nos floridos discursos dos políticos, o CS nada tem de democrático e é mais uma imagem de ditadura, de imperialismo prepotente, na mão de cinco Estados que se consideram donos do mundo, pois dispõem de assento permanente e, para mais, com direito de veto.

Por isso o CS apenas pode tomar posição simbólica em assuntos insignificantes que não belisquem, mesmo que ligeiramente, os interesses de qualquer dos membros permanentes, que pode vetar. Nem se trata de obediência ao pastor, porque este rebanho, neste caso, não tem apenas um pastor, mas cinco que raramente se entendem entre si.

 Com efeito, cada um dos cinco membros permanentes, com o seu veto, apenas deixa decidir aquilo que for conveniente para os seus interesses ou os de outros Estados com quem troca favores. Por isso, ninguém obedece nem respeita ninguém e, à semelhança dos cinco ditadores, cada país ou grupo armado usa, à sua maneira, a força de que dispõe, como vemos, na Coreia do Norte, na Síria, no Irão, no Iraque e nos Estados em que, não havendo democracia com liberdade de expressão e de oposição, os opositores são perseguidos e combatidos, vendo-se na necessidade de se organizarem como grupos armados e são considerados rebeldes ou terroristas.

Isso leva-os a ser alvos de operações armadas, não apenas dos governantes do seu Estado mas também das grandes potências que dele beneficiam em produtos naturais, como o petróleo ou outros tipos de energia ou pela sua posição geográfica. É isso que acontece no Iraque desde a invasão de 2003 e que ainda continua a fazer baixas humanas e a destruir património, incluindo o histórico da humanidade.


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quarta-feira, 26 de abril de 2017

OS 10 PAÍSES COM MAIOR PODER MILITAR


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OS IDEAIS DE ABRIL



Dos discursos dos oradores de todos os partidos na comemoração do 43º aniversário da revolução de Abril conclui-se que os ideais de então não foram completamente concretizados. É necessário e urgente tomar medidas, com reformas profundas para atingir tais objectivos:

- Criminalização do enriquecimento ilícito,
- Criação de uma sociedade inclusiva e justa,
- Tornar mais socialmente justa a distribuição da riqueza,
- Subordinar o poder económico ao poder político, isto é, aos interesses dos portugueses, em geral,
- Evitar a continuação da austeridade,
- Combate aos privilégios injustificados, ao compadrio, à corrupção, à opacidade, à economia subterrânea,
- Dar prioridade ao primado da pessoa, do seu pojecto de vida,
- Respeitar os direitos humanos e a protecção da vida,
- Praticar uma visão solidária da dignidade humana,
- Respeitar os direitos sociais e económicos da população e procurar solução para a pobre e o desemprego,
- Difundir os deveres sociais e ambientais,
- Recuperar direitos e salários e os deveres de cidadania,
- Defender o Caminho para um Mundo pacífico, dialogante, sem guerras.

Só faltou citar dois exemplos de governantes com iniciativas muito positivas, cujos actos merecem ser analisados para deles serem retiradas as convenientes lições:
Pepe (José) Mujica, ex-Presidente do Uruguai
John Magufuli (Bulldozer), Presidente da Tanzânia

Do segundo transcrevo o seguinte texto:

Magufuli, o Bulldozer! Presidente da Tanzânia
É o recém-eleito Presidente da Tanzânia e já ficou na memória das pessoas. Também conhecido por Bulldozer pelas mudanças radicais que implementou, John Magufuli tem 56 anos e assumiu a liderança do país a 5 de Novembro de 2015. Os cortes inacreditáveis desde que é Presidente da Tanzânia já fazem eco:
- Pela primeira vez em 54 anos, a Tanzânia não vai celebrar oficialmente o dia da Independência, 9 de Dezembro, porque Magufuli defende ser “vergonhoso” gastar rios de dinheiro nas celebrações quando “o nosso povo está a morrer de cólera” – nos últimos três meses morreram pelo menos 60 pessoas vítimas de cólera.
- Não há mais viagens para fora, as embaixadas deverão tratar dos assuntos no exterior. Se for necessário viajar, uma permissão especial deverá ser dada pelo Presidente ou pelo seu Chefe de Gabinete.
- Acabaram-se as viagens em 1ª classe e executiva– com excepção do Presidente, o Vice-Presidente e o Primeiro ministro.
- Acabaram-se os workshops e seminários em hotéis caros, quando há tantas salas de ministérios vazias.
- O Presidente Magufuli perguntou por que motivo os engenheiros recebem V8s (modelo de carro topo de gama) se as carrinhas são mais práticas para o seu trabalho.
- Acabaram-se os subsídios. Por que motivo são pagos subsídios se vocês recebem salários; aplicável também aos parlamentares.
- Todos os indivíduos ou empresas que tenham comprado empresas do Estado, que foram privatizadas, mas não fizeram nada com elas (passados 20 anos) ou as fazem recuperar imediatamente ou devem devolver ao governo.
- John Magufuli cortou o orçamento da inauguração do novo Parlamento de 100 mil dólares para 7 mil dólares.

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terça-feira, 18 de abril de 2017

A MUDANÇA FAZ PARTE DA VIDA

A mudança faz parte da Natureza e da vida
(Publicado em O DIABO de 18 de Abril de 2017)

Geralmente, as pessoas não gostam de mudanças porque estas as obrigam a alterar hábitos e comportamentos. Mas as mudanças fazem parte da Natureza e da vida em geral e, por isso, devemos procurar aceitar e reagir da forma mais adequada aquelas que nos surgem inesperadamente. E também não devemos adiar ou evitar mudanças necessárias, aconselhadas pelas circunstâncias da nossa vida, perante a envolvência em que nos encontrarmos.

Mas não convém esquecer que «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo». Devem evitar-se mudanças precipitadas que não sejam ajustadas às realidades e aos objectivos pretendidos e que, depois, obriguem a voltar atrás, com os inerentes custos de tempo gasto e de actividades inúteis e nocivas.

Os cuidados a ter antes de decidir uma mudança são tanto mais indispensáveis e necessariamente meticulosos quanto mais elevado é o nível das implicações sociais e abrangência das pessoas afectadas pelas consequências das alterações resultantes.

Devemos aprender a lição das precipitações de Trump que, com a pressa de implantar as promessas eleitorais, antes de mandar proceder a uma análise meticulosa de todos os factores implicados, embora os objectivos pretendidos pudessem ser teoricamente aceitáveis, veio a deparar-se com o facto de as estratégias pretendidas encontrarem dificuldades e oposições, tanto interna como externamente, que resultaram em fracassos logo no início do mandato. Os obstáculos surgidos não contribuem para o prestígio e o sucesso da difícil e complexa função que, há pouco, iniciou.

As restrições a imigrantes de diversos países que foram contrariadas pela Justiça, pelos responsáveis de diversos estados e, também, por autoridades internacionais que recordaram que a actual população estadunidense foi originada por imigrantes de muitas partes do Mundo e que em qualquer estado há gente boa e gente com tendências perigosas.

Outra mudança abortada foi a alteração não devidamente ponderada de apoio de saúde – Obama care - à população mais carente, assunto em que o próprio partido de Trump não pôde dar apoio suficiente.

Com estes casos tão badalados nas Comunicações Sociais de todas as latitudes esperamos que os «donos» da União Europeia pensem bem naquilo que pode ou não ser feito para garantir o melhor futuro para os europeus, com a conveniente confiança nas competências dos líderes que seja geradora e esperança inspiradora de energias positivas para a Europa de amanhã.

Mas uma mudança que era desejável do Estado mais poderoso, embora fosse esperada, não dá sinais de vir ser concretizada, a de tornar as relações internacionais mais pacíficas e harmoniosas, dando maior relevância e operacionalidade à diplomacia da ONU e evitando guerras destruidoras. Porém Trump, com a sua fanfarronice do poder, atacou a Síria com 59 mísseis, lançados contra alvos militares. Em vez de mostrar mestria no diálogo e na negociação, para sanar atritos, usa as armas em larga quantidade, sem contemplações, segundo o velho hábito dos poderosos.

Uma mudança que se impõe é a erradicação, sem excepções, de armas químicas e nucleares. O CS já há muito decretou a proibição da disseminação de armas nucleares, mas no seguimento do erro antidemocrático original da Instituição, os seus membros permanentes, imperiais, criaram para si a excepção de poderem continuar a possuir e aperfeiçoar tai armas, o que tolheu a eficácia de tal decisão e hoje já existem tais armas em vários estados. Mesmo que a erradicação seja total, os Estados que hoje as possuem dispõem de tecnologia, para em caso de anormalidade as poderem fabricar e usar, o que é indesejável, dados os efeitos globais de uma explosão de que as poeiras radioactivas podem ser transportadas pelo vento e danificar toda a vida animal e vegetal do planeta.

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

PÁSCOA FELIZ

Caras Amigas e caros Amigos, Desejo a todos vós e vossos familiares e Amigos uma Páscoa com saúde, alegria e com sinais que vos inspirem confiança e esperança em dias melhores e que seja ultrapassada depressa a actual crise e ameaça mundial de convulsões indesejadas.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

A GUERRA E A VIOLÊNCIA DEVEM SER EVITADAS

A guerra e a violência devem ser evitadas
(Publicado em O DIABO de 11 de Abril de 2017)

Perante a insistência ameaçadora de experimentar mísseis balísticos, levada a cabo persistentemente pela Coreia do Norte, surgiram duas reacções significativas e de sinais contrários.

Por um lado, Trump, parecendo sofrer de mania algo semelhante à do líder norte-coreano, diz estar pronto a actuar militarmente contra Pyongyang. Mas, mais sensatamente, o Japão e a Rússia reúnem-se para melhorar as condições de segurança regional, incluindo um sistema antimíssil comum, e aproveitam a oportunidade para resolverem entre si um conflito que dura desde a II Guerra Mundial que se refere à ocupação pela Rússia de quatro pequenas ilhas do norte do Japão, as ilhas Kurilas (Kunashiri, Etorofu, Shikotan e Habomai). A China e a Coreia do Sul vão participar nas conversações deste grupo.

Da atitude belicosa americana nota-se que esta potência mundial ainda não se libertou da submissão aos interesses dos fabricantes de armamento. Trump ainda não assumiu que o erro da invasão do Iraque em 20 de Março de 2003, resultou de uma má avaliação da situação e desencadeou uma guerra de que ainda hoje está muita gente a morrer no Médio Oriente e foi destruído muito património, cultural, histórico e artístico. Quanto à Coreia, à China e a outros Estados vizinhos estão a tentar soluções pacíficas que evitem novos conflitos desastrosos para a Humanidade.

A violência provoca mais violência numa escalada difícil de fazer parar e os ódios por ela gerados poderão manter-se durante séculos. A guerra faz perder muitas vidas inocentes, pelo que não pode nem deve ser decidida por governantes sem sentido de responsabilidade, de respeito pelos outros e de humanidade. Estes valores não devem servir apenas para ornamentar lindos discursos de ocasião ou de campanhas eleitorais.

O presidente dos EUA deveria meditar nos resultados das suas intervenções militares, para a população dos países em que entraram e para o resto da Humanidade. Recordo o Vietname, as Coreias, o Afeganistão, o Iraque, a Somália, etc. Ficaram muitas razões de queixa e ódios que podem explodir a qualquer momento. Mas alguém beneficiou: os patrões do complexo industrial produtor de armamento que, como alertou Eisenhower, são persistentes instigadores de guerras e rebeliões que utilizam os seus produtos.

Porém, se, em alternativa, a intervenção tivesse sido conduzida por diplomatas e intermediários, conselheiros para a procura de soluções negociadas, construtivas da paz e de bom entendimento, com o máximo respeito possível pelos intervenientes e com a preocupação permanente da melhoria da qualidade de vida das populações, o Mundo viveria de forma mais harmoniosa, com a economia mais desenvolvida e uma distribuição da riqueza menos injusta do que a actual.

A atitude orientada para a harmonia e a negociação entre as partes em conflitos, delineada pela Rússia, a China, o Japão e a Coreia do Sul, são um bom prenúncio e um sinal de sanidade política gerador de esperança num Mundo melhor, mais civilizado e menos louco. Será bom que muitos Estados procurem encarar de frente soluções negociadas para controlar e reduzir os atritos, quer internos como na Colômbia (FARC) e na Espanha (ETA) quer internacionais. É bom compreender que a procura da paz e da concórdia não se consegue com o emprego da violência.

Este tema deve ser bem analisado, principalmente com a finalidade de se verem mais países a preocupar-se com a prática de uma metodologia destinada a obter os melhores resultados para um clima de paz e bom entendimento pelo diálogo aberto e sincero. Já tenho referido isto várias vezes, mas acho que não devo parar porque defendo a ideia de que «água mole em pedra dura tanto bate até que fura». Todos devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para contribuirmos para uma melhor qualidade de vida da humanidade, a que pertencemos.

António João Soares
4 de Abril de 2017

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terça-feira, 4 de abril de 2017

VALE MAIS PREVENIR DO QUE REMEDIAR

Vale mais prevenir do que remediar
(Publicado em O DIABO de 4 de Abril de 2017)

Agora, após a fuga de três presos da prisão de alta segurança de Caxias, a Inspecção investiga, em perda de tempo, talvez apenas para arranjar uma punição para os guardas de serviço com base num eventual descuido de vigilância. Mas o que é um facto é que não havia medidas preventivas activas funcionais, de eficiência controlada, com sentido de responsabilidade, que impedissem fugas bem sucedidas. Hoje, com os meios eléctricos e electrónicos de vigilância e controlo, é estranho um tal fracasso. Talvez a Inspecção devesse, previamente, ter controlado, os procedimentos do pessoal e os equipamentos, com visitas aleatórias, para ter a garantia de que tudo estava a funcionar correctamente, sem agora ter necessidade de remediar erros ocorridos.

Caso que também coloca o problema da deficiente prevenção e da ausência de cuidado em obter garantia de que os encarregados de guardar as 57 pistolas da PSP desaparecidas eram merecedores de toda a confiança. Tantas armas não podem ter desaparecido num só dia e, desde a falta da primeira, a fuga devia ter sido estancada antes de atingir quantidade tão significativa. Pois, certamente, o desaparecimento não foi em conjunto, mas por pequenas quantidades de cada vez.

Errar é humano e as facilidades são atractivas para quem tem exagerada e desajustada fé em milagres. «Deixa estar assim e pode ser que não aconteça nada» é uma regra a abandonar por quem tem sentido de responsabilidade.

Também nos fogos florestais, apenas se pensa neles no aspecto combativo, depois de ateados, porque isso convém aos que beneficiam dessa atitude, bombeiros, fornecedores de equipamentos, helicópteros, produtos ignífugos, etc. Mas na data em que nos encontramos é que se deve pensar em medidas eficazes destinadas a reduzir os fogos ao mínimo, evitando os vultosos prejuízos para os proprietários que, anualmente, vêm os seus haveres consumidos pelas chamas. Mas infelizmente, com a falta de gente capaz de planear a prevenção, iremos assistir, com o coração angustiado, dentro de poucos meses, a mais umas semanas de catástrofe.

Mas essa languidez de costumes não é pecado apenas dos portugueses. Ao mais alto nível da vida mundial acontece o mesmo, em muitos aspectos. Por exemplo, perante o drama dos refugiados, fala-se em dar-lhes abrigo e outros apoios, mas não se conhece intenção de criar formas de evitar os conflitos internos e externos que lhes dão origem. Em vez de se procurar manter a paz e a harmonia social, actua-se militarmente, com armas mais poderosas arremessadas por canhões e aviões que agravam o problema, com enormes destruições de património, perdas de vidas inocentes e produção de feridos que, se escaparem à morte, podem ficar deficientes e incapazes. Porquê isto? Porque os fabricantes de armamento pretendem aumentar as suas fortunas com guerras que quase «impõem» aos grupos terroristas e aos Estados com apetência para alimentar a ambição e a vaidade dos seus dirigentes.

Os governantes esquecem, ou não querem ver, que a violência combatida pela violência conduz a uma espiral imparável e gera ódio e desejos de vingança, que se prolongam durante várias gerações, e os resultados disso lesam os direitos da Humanidade. Actualmente, são bem visíveis os incalculáveis inconvenientes da invasão do Iraque, em 20 de Março de 2003, por ela ter sido decidida ao contrário da metodologia da preparação das decisões aqui referida no texto publicado em 27 de Setembro de 2016.

Como o Mundo seria melhor, se as pessoas mais felizes, se os detentores de altos cargos tivessem apurado sentido de responsabilidade, competência, respeito pelos direitos humanos, sensatez e vontade de prevenir situações de acidente e de violência e dominassem as tentações de vaidade e ambição!!!. Não deve esquecer-se a atitude da Malásia ao tentar convencer a Coreia do Norte a dialogar para atenuar a ira da Coreia do Norte. No mesmo tema também se evidenciou a China a tentar serenar os espíritos, no sentido proposto pela Malásia.

Notícia muito recente diz que embora no nosso País, já estejam identificados há 10 anos infraestruturas com risco de atentado, apenas há três anos se iniciou a validação dos respectivos planos de segurança. Mas, embora já tenham sido aprovados cerca de 50 relativos a infraestruturas críticas, ainda há 30 por validar, do total de cerca de 150 «pontos sensíveis» identificados pelos técnicos de segurança. O processo está a andar demasiado devagar, pelos vistos, sem uma real sensibilidade para a necessidade de «prevenir».

A João Soares
21 de Março de 2017

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quarta-feira, 29 de março de 2017

UMA DECISÃO DEVE SER PRECEDIDA POR ANÁLISE E COMPARAÇÃO DAS SOLUÇÔES POSSÌVEIS



As paragens e os recuos a que Trump já foi obrigado, durante pouco tempo de funções realçam a conveniência de, antes e ser tomada uma decisão, dever ser analisado o tema, e todos os factores que o condicionam a fim de serem formuladas várias soluções possíveis compará-las e escolher a melhor. É assunto já aqui abordado diversas vezes. 

A experiência mostra que é mais aconselhável prevenir um erro do que, depois de ele ocorrer, ter de o remediar.

Recentemente, após a fuga de três presos da prisão de alta segurança de Caxias, a Inspecção decidiu investigar, em perda de tempo, talvez apenas para arranjar uma punição para os guardas de serviço com base num eventual descuido de vigilância. Mas o que é provável é ter havido falta de medidas preventivas activas funcionais, de eficiência controlada, com sentido de responsabilidade, que impedissem fugas bem sucedidas. Hoje, com os meios eléctricos e electrónicos de vigilância e controlo, é estranho um tal fracasso. Talvez a Inspecção devesse, previamente, ter controlado, os procedimentos do pessoal e os equipamentos, com visitas aleatórias, para ter a garantia de que tudo estava a funcionar correctamente, sem agora ter necessidade de remediar erros ocorridos.

Caso que também coloca o problema da deficiente prevenção e da ausência de cuidado em obter garantia de que os encarregados de guardar as 57 pistolas da PSP desaparecidas eram merecedores de toda a confiança. Tantas armas não podem ter desaparecido num só dia e, desde a falta da primeira, a fuga devia ter sido estancada antes de atingir quantidade tão significativa. Pois, certamente, o desaparecimento não foi em conjunto, mas por pequenas quantidades de cada vez.

Errar é humano e as facilidades são atractivas para quem tem exagerada e desajustada fé em milagres. «Deixa estar assim e pode ser que não aconteça nada» é uma regra a abandonar por quem tem sentido de responsabilidade.

Também nos fogos florestais, apenas se pensa neles no aspecto combativo, depois de ateados, porque isso convém aos que beneficiam dessa atitude, bombeiros, fornecedores de equipamentos, helicópteros, produtos ignífugos, etc. Mas, está a findar o momento anual apropriado em que se deve pensar em medidas eficazes destinadas a reduzir os fogos ao mínimo, evitando os vultosos prejuízos para os proprietários que, anualmente, vêm os seus haveres consumidos pelas chamas. Mas infelizmente, com a falta de gente capaz de planear a prevenção, iremos assistir, com o coração angustiado, dentro de poucos meses, a mais umas semanas de catástrofe. Porém, essa languidez de costumes não é pecado apenas dos portugueses. Ao mais alto nível da vida mundial acontece o mesmo, em muitos aspectos. Por exemplo, perante o drama dos refugiados, fala-se em dar-lhes abrigo e outros apoios, mas não se conhece intenção de criar formas de evitar os conflitos internos e externos que lhes dão origem. Em vez de se procurar manter a paz e a harmonia social, actua-se militarmente, com armas mais poderosas arremessadas por canhões e aviões que agravam o problema, com enormes destruições de património (por vezes com grande interesse histórico e artístico), perdas de vidas inocentes e produção de feridos que, se escaparem à morte, podem ficar deficientes e incapazes. Porquê isto? Porque os fabricantes de armamento pretendem aumentar as suas fortunas com guerras que quase «impõem» aos grupos terroristas e aos Estados com apetência para alimentar a ambição e a vaidade dos seus dirigentes.

Os governantes esquecem, ou não querem ver, que a violência combatida pela violência conduz a uma espiral imparável e gera ódio e desejos de vingança, que se prolongam durante várias gerações, e os resultados disso lesam os direitos da Humanidade. Actualmente, são bem visíveis os incalculáveis inconvenientes da invasão do Iraque, em 20 de Março de 2003, por ela ter sido decidida ao contrário da metodologia da preparação das decisões aqui referida no texto publicado em 27 de Setembro de 2016.

Como o Mundo seria melhor, e as pessoas mais felizes, se os detentores de altos cargos tivessem apurado sentido de responsabilidade, competência, respeito pelos direitos humanos, sensatez e vontade de prevenir situações de acidente e de violência e dominassem as suas próprias tentações de vaidade e ambição!!!. Não deve esquecer-se a atitude da Malásia e a segui o Japão ao tentar convencer a Coreia do Norte a dialogar para atenuar a ira da Coreia do Norte. No mesmo tema também se evidenciou a China e a Rússia a tentar serenar os espíritos, no sentido proposto pela Malásia.

Notícia muito recente diz que embora, no nosso País, já estejam identificados há 10 anos infraestruturas com risco de atentado, apenas há três anos se iniciou a validação dos respectivos planos de segurança. Mas, embora já tenham sido aprovados cerca de 50 relativos a infraestruturas críticas, ainda há 30 por validar, do total de cerca de 150 «pontos sensíveis» identificados pelos técnicos de segurança. O processo está a andar demasiado devagar, pelos vistos, sem uma real sensibilidade para a necessidade de «prevenir».  É bom ser como o velhinho pensador, mas sem se deixar pear pela indecisão.

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