quarta-feira, 11 de abril de 2007

A Bem Dizer...

Gosto das ideias claras e procuro afastar dúvidas e suspeições que possam criar confusões e interpretações nocivas. Por isso, pretendo tornar explícito que não digo mal por prazer, nem para ferir, mas sim com a intenção de alertar para a necessidade de ponderação e reflexão, segundo a minha modesta opinião e simples critério. Mesmo as críticas aparentemente ácidas têm sempre uma sugestão construtiva, um lampejo que poderá ajudar a soluções mais sensatas. E como observador imparcial com preocupações de isenção, não me coíbo de elogiar situações que me pareçam constituir bom exemplo a seguir. É caso da referência a M P Marques, a A Neves e ao Governo, recentemente trazidas a público neste espaço.


Hoje, por exemplo, fiquei sensibilizado com mais uma atitude louvável do ministro da Agricultura, perante um grupo de agricultores que o «agrediram» verbalmente. Teve uma atitude muito meritória, no oposto da peixeirada da ministra da Educação, recentemente, em Vila da Feira. O ministro explicou o seu critério de distribuição dos dinheiros vindos da União Europeia (EU), em que pretende dar prioridade aos sectores que melhor possam contribuir para a substituição de importações e para aumentar as exportações, graças às suas capacidades produtivas e de rentabilidade, como são: florestas, vinho, frutas e produtos hortícolas, entre outros.

É compreensível o descontentamento dos seareiros que estão habituados a ser altamente beneficiados, há vários anos, sem qualquer resultado positivo a não ser para eles próprios, como é comprovado pelo estagnado poder económico do sector ao invés das moradias, piscinas, jipes de luxo, boas roupas como se viu nas imagens da TV, etc.

A clarividência e o sentido de estado deste ministro já tinha saltado aos nossos olhos mais atentos quando encarou frontalmente o efectivo excessivo do seu ministério face à sua pouca produtividade, propondo a mobilidade de grande número de funcionários para postos de trabalho onde podem ser mais úteis. Não quero ser prolixo em adjectivos, embora ele os mereça, e termino aqui.

3 comentários:

Paulo Sempre disse...

Palavras muito "acolhedoras"!

Nicolaias disse...

Mas... porque desapareceram os seus posts?

A. João Soares disse...

Caros Paulo Sempre e Nicolaias,
Obrigado pelas visitas e pelos comentários.
Não sei a que posts desaparecidos se refere o Nicolaias. Não dei pela falta de nenhum.
Serão as sua palavras um prenúncio da vinda do lápis azul? Espero que, apesar de Salazar ter vencido o concurso do «melhor», isso não venha a acontecer!!!
Abraços