segunda-feira, 23 de junho de 2008

Modernizar. Como? Para quê?

Depois de ter colocado um comentário no post «Estar-se-á realmente a criar riqueza?», achei que teria aqui colocar as linhas de raciocínio que segui e recordar um post já antigo aqui colocado sobre a «Utilidade das rotundas».

A vida não pára, as circunstâncias alteram-se e é preciso modernizar, acompanhar o progresso, não para tornar diferente, mas para tornar melhor, utilizando os desenvolvimentos tecnológicos em benefício da população.

Para modernizar sensatamente, é preciso começar por identificar com rigor e isenção a situação actual, o ponto de partida, passando pelas actividades da região (urbanas e rurais), a população (quantidade, grau de escolaridade, aptidões profissionais prevalecentes, gostos culturais, etc.), valor dos rendimentos, etc. E, depois, com um adequado grau de ambição realista e viável, estabelecer objectivos dentro de uma previsão de evolução bem planeada, seguido de decisão, e acção (coordenada e controlada), não perdendo de vista a finalidade, o objectivo pretendido.

É preciso exercer um esforço permanente para fugir à ostentação (não produtiva de bem-estar social), à imitação dos outros e à má competição pela vã visibilidade. Não se deve perder a noção das realidades vigentes e há que procurar, a cada momento, rentabilizá-las em benefício da população. Esta deve estar sempre presente no espírito de um líder político, por ser o alvo e a razão de ser de toda a acção política e por constituir o principal recurso, o capital mais precioso, a empregar nestas tarefas de modernização.

Isto são ideias que saltam ao correr da pena a estas horas matutinas. Mas que julgo merecerem ponderação.

4 comentários:

ANTONIO DELGADO disse...

CAro A. Joao Soares,

Obrigado pela sua referencia à minha postagem e também pelo seu comentario no blog. O problema que tento mostrar é o enorme património que se delapida em nome de conceitos preversos e lucros privados e que possivelmente ajudan a nutrir a crise economica internacional com origem no crash Inmobiliario dos EUA.

Boa semana a nivel pessoal e também de "iluminismo blogueiro" como é costume neste espaço de referencia.

Cordialmente
António Delgado

Arsénio Mota disse...

Caro A. João Soares:

A questão está bem posta. Modernizar não é multiplicar rotundas. Reformar não é produzir leis em cima de leis que nem temos tempo de ler.
Governar não é trazer das reuniões da Europa a última novidade para introduzir cá dentro.
Etc., etc.
É, autenticamente, atender à população do país real, aos seus problemas concretos, à sua efectiva segurança e bem-estar.
Um abraço.

A. João Soares disse...

Caro António,
As suas palavras demasiado lisonjeiras, vindas de quem está familiarizado, com tratados, teses e outros calhamaços para um velho que já esqueceu muito do que aprendeu e que se baseia apenas no funcionamento dos neurónios que procura manter activos.
Sendo Portugal um Estado de pequena dimensão, em território, em demografia e em recursos naturais, seria indispensável termos governantes e autarcas honestos que procurassem fazer render ao máximo os «talentos» de que fala a parábola da Bíblia, para desenvolvimento do País através da melhor qualidade de vida das pessoas.
Um abraço
A. João Soares

A. João Soares disse...

Caro Arsénio Mota,
Totalmente de acordo. Um Estado é caracterizado por três factores: a população (Nação), o território e a estrutura política A população deve ser considerado o elemento imprescindível e primordial para o qual tudo o resto deve funcionar. Os políticos, não conseguem compreender a sua missão perante os cidadãos e pensam, erradamente, que o umbigo deles é o essencial do Estado. Coitados. Não conseguem ver mais.
Um abraço
A. João Soares