quarta-feira, 30 de julho de 2008

A «sua» felicidade

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:
- Seu marido a faz feliz? Ele a faz feliz de verdade?

Neste momento, o marido levantou o pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, a esposa respondeu à pergunta com um sonoro NÃO, daqueles bem redondos!

- Não, o meu marido não me faz feliz!

Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima.

- Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz!!
E continuou:

- O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.

Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz!
Se tenho hoje a minha casa vazia ou cheia: sou feliz!
Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz!
Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz!
Sou casada, mas era feliz quando estava solteira.
Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza.
Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.
Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meus amigos não me fazem feliz, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.
Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos.
Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros.
É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.
Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos.

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.
De autor desconhecido. Recebido por e-mail.

4 comentários:

Menina_marota disse...

Excelente texto que traduz muito do meu pensamento e atitude perante a Vida.

Independentemente de tudo o resto, eu sou feliz e procuro dar felicidade àqueles que me rodeiam.

Grata pelo carinho das tuas palavras.

Um abraço e tudo de BOM ;)

A. João Soares disse...

Cara Menina Marota,
Um ditado que ouvi em miúdo, dizia que «quem dá o que tem a pedir vem». Mas no que respeita a felicidade, quando a damos, ficamos com mais. Sobre nós cai o forte salpico da que conseguimos transmitir aos outros. Sempre que posso, transmito aos outros o fruto da minha experiência e do saber adquirido pela vida fora e fico mais rico com isso, mais feliz e satisfeito por ter ajudado a que o saber não morra comigo e vá progredindo noutros terrenos, como boa semente.
Seja muito feliz e continue a dar felicidade aos que a rodeiam.
Beijos
João

a casa da mariquinhas disse...

Querido amigo João
Este texto é óptimo, cheio de conceitos muito verdadeiros.
Há muitas pessoas que contribuem para que sejamos felizes. Mas a verdadeira felicidade é um estado de alma, e apenas cada um, por si mesmo, a pode construir.
Muita felicidade para si, sempre!
Beijinhos
Mariazita

A. João Soares disse...

Querida Mariazita,
É como diz. A felicidade depende mais do nosso psíquico do que daquilo que temos ou dos outros. Há tempos a TV fez um estudo dos sem abrigo de Lisboa em que um sem abrigo que dormia no passeio da Rua Augusta junto ao banco Crédito Predial (hoje tem outro nome) se dizia feliz. Muita gente que o conhecia de há muitos anos dizia que já tinha sido rico e até teve um bom prémio na lotaria que gastou depressa pagando bebidas aos amigos e conhecidos.
Não é o que se tem mas o que se é que nos torna felizes, em paz e harmonia consigo, com a Natureza, com os outros.
Beijos
João