sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Misericórdias em risco de rotura financeira

Segundo a notícia de 29 Set, Misericórdias portuguesas em risco de rotura financeira, como ressalta do comunicado do Conselho Nacional da União das Misericórdias Portuguesas

«Um comunicado entregue aos jornalistas, numa conferência de imprensa, nesta quinta-feira, em Lisboa, explica a situação: o número de refeições disponibilizadas nas cantinas sociais aumentou entre 300 a 400 por cento numa população cuja idade média de procura ronda os 40 anos; a capacidade dos familiares comparticiparem os serviços prestados pelas Misericórdias diminuiu em média entre 15 a 20 por cento; e registaram-se atrasos significativos por parte do Estado nos pagamentos das obrigações contratuais assumidas com as Misericórdias, nomeadamente nas Unidades de Cuidados Continuados, “que estão a provocar roturas de tesouraria e incerteza quanto ao futuro”.»

Perante a função social e de saúde que estas instituições têm vindo a desempenhar, suprindo deficiências da máquina estatal, é importante dar-lhes o apoio mais conveniente. Os seus provedores e outros responsáveis devem ser indivíduos com saber e experiência de gestão e uma grande sensibilidade para as pessoas e os seus problemas, principalmente quando se trata de pessoas com acentuadas carências de todos os aspectos da vida real. Devem ser indivíduos com generosidade e despidos de ambições pessoais, que não queiram usar o cargo como trampolim para obtenção de mais fama e proveito. Madre Teresa de Calcutá pode muito bem ser um modelo a seguir

Na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, houve, há uma semana, nomeação de novo provedor e o governo, talvez seguindo o critério atrás referido procedeu à nomeação de Santana Lopes. O tempo e os beneficiados da Santa Casa dirão se a nova equipa vai procurar atingir os melhores objectivos sociais que são ou devem ser apanágio desta Instituição.

Imagem do Público

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Escadas do Metro



O vídeo mostra o que um grupo de engenheiros realizou para motivar as pessoas a subirem a escada fixa do metro.
Cerca de 97% da população usava a escada rolante.
Uma simples, mas genial ideia mudou a "vida" das pessoas, motivando-as a fazer exercício, sem quase notar.
As ciências e a tecnologia estão aí para servir, ajudar.

Realmente, os cérebros privilegiados descobrem coisas geniais mas muito simples. Os medíocres deslumbrados impõem as coisas mais complicadas mas sem valor. Tem sido esse um dos grandes males do País com os procedimentos administrativos cada vez mais complexos e demorados, a incitar à corrupção e que só complicam e atrasam a vidas dos cidadãos e o desejado desenvolvimento nacional.
Mas as inovações devem ser ponderadas, consistentes e com boas perspectivas de futuro quanto à economia e eficácia da manutenção.


Recebido por e-mail

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inoportuno e Insensato ?

O ministro da Economia admite que a energia nuclear «é uma possibilidade» para Portugal. Realmente, no campo das hipóteses que devem ser estudadas, pois nenhuma deve ser colocada liminarmente de lado, antes de devidamente estudada nas suas vantagens e inconvenientes, e depois todas comparadas entre si para ser escolhida a mais aconselhável no universo dos factores considerados na sua avaliação.

Mas de momento, parece inoportuno e pouco sensato admitir tal hipóteses, depois das recentes manifestações contra a central espanhola de Almaraz em que estiveram presentes ecologistas portugueses, depois das imagens que circulam sobre os efeitos biológicos das fugas radioactivas provocadas pelo Tsunami no Japão e dos não esquecidos dramas decorrentes em muitas famílias devidos ao acidente na central de Chernobil.

Também não se pode deixar de atender aos alertas da professora doutora Maria da Conceição Tavares aos jovens economistas e políticos para o cuidado de não se deixarem dominar pela obsessão da matemática mas, pelo contrário, colocarem os interesses das pessoas em primeiro lugar.

Imagem de arquivo

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Tenho Vergonha de Mim



O texto refere o Brasil, mas merece a atenção dos Portugueses e de outros povos. É preciso vencer as dificuldades, corrigir o que está mal, procurar novas soluções, desmontar do cavalo morto, saltar para fora do pântano, afastar as causas do mal...

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Saúde. Ironia ou profecia ???!!!

Notícias diversas realçam as dívidas de hospitais que originam dificuldades de aquisição de medicamentos. Por outro lado, muitas pessoas decidem não comprar todos os medicamentos que lhes são receitados, outras evitam ir a consultas e urgências, por falta de capacidade para fazer face às despesas inadiáveis. Também os apoios de saúde se tornaram mais reduzidos.

Isto é preocupante e faz recordar aquilo que foi escrito com ironia há perto de dois anos e que agora parece que foi uma profecia de Nostradamus que se vai aproximando da concretização.

«E há quem ouse fazer futurologia, com o seguinte prognóstico. Quando um reformado, for pela primeira vez ao médico, mesmo que tenha uma doença grave, ouvirá do médico dizer: leve esta aspirina e tome com um copinho de água, e se não passar volte cá. Claro que isso não o cura e ele volta e, então, o médico diz: Não esteja preocupado, antes de se deitar tome este comprimido com um pouco de água tépida e vai ver que amanhã estará bom e nada lhe doerá. E ele no dia seguinte não sente mais dores nem nada! Está já do outro lado. Com isso, o Estado poupa na pensão de reforma, nos serviços de saúde e noutros eventuais apoios a idosos. Os herdeiros tomam posse da herança mais cedo. O crime compensa, o amor ao dinheiro e a falta de ética e de sentimentos dão resultados desse género.

Hoje, a generalidade dos médicos não colaboraria nisto mas os estatutos de ética da Ordem virão a ser actualizados e os funcionários do Estado têm que cumprir as ordens superiores. O caso atrás referido dá força a esta hipótese, aparentemente macabra. Isto parece duro, mas talvez seja uma profecia de um futuro mais ou menos próximo. E a dureza será amaciada com palavras de humanitarismo alegando o alívio de sofrimento incurável.

Os cidadãos deviam estar atentos a tais sinais e reclamar antes que seja tarde. Mas a apatia e o desinteresse leva a aceitar os primeiros casos e a deixar consolidar os procedimentos de que depois seremos vitimas.»


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A cada passo, há buraco

Portugal parece ser todo constituído de madeira carunchosa com buracos por todo o sítio

Agora surge a notícia de que o Governo deve 68 milhões em salários a polícias a que acresce que o ministério da tutela tem ainda uma dívida de 189 milhões de euros a privados e entidades estatais, o que perfaz uma dívida de 257 milhões de euros.

Sem dúvida, é urgente saldar estas dívidas. Mas é fundamental e indispensável criar um sistema eficaz de controlo com acompanhamento sistemático a fim de evitar que ocorram casos extremos como os que estão a verificar-se em toda a máquina pública que demonstram haver uma irresponsabilidade condenável na administração das contas públicas.

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Rigor «corrigido» por palavras doces

Tem sido aqui expresso que o mal actual do País não são as pessoas mas o regime e os vícios e manhas de que padece, há cerca de quatro décadas. Foi criada uma espécie de «tradição» a que os partidos se submetem, em prejuízo dos cidadãos, como se vê nos inúmeros buracos espalhados por todo o sítio e naquilo que o povo traduz pela frase «só mudam as moscas…».

Agora o ministro das Finanças, um economista, felizmente ainda verde nos tais «vícios e manhas», diz que maiores dificuldades estão para vir, mas logo é «corrigido» por um colega, inteiramente sintonizado com o regime, que recusa alarmismo e garante que Gaspar queria era dizer que ainda há um longo caminho a percorrer.

O primeiro vê a frieza dos números o outro joga com as palavras procurando adoçar a pílula para os cidadãos não sentirem todo o amargor da realidade.

Não terá sido o uso das palavras em «acção psicológica» e o surgimento de múltiplos buracos abertos pelo caruncho em toda a madeira podre do País que levou o Cardeal Patriarca a dizer que ninguém sai da política "com as mãos limpas"?

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sábado, 24 de setembro de 2011

Crise ensina a viver

O buraco na Madeira, provocado por caruncho altamente perigoso, tem sido objecto de notícias e comentários que condicionam todas as conversas. Mas os buracos parecem ser um mal generalizado, duvidando-se que haja alguma empresa ou serviço público ou autárquico que tenha as suas contas em dia, com as facturas pagas nos prazos legais.

Parece que os hospitais estão em vias de verem cortado o fornecimento de medicamentos devido ao atraso nos pagamentos, como mostra a notícia sobre o Centro Hospitalar do Médio Tejo em que a má gestão causa buraco de 47 milhões de euros. Também se prevê que a Empresa Estradas de Portugal entre no ‘vermelho’ em 2012 e consta que as SCUT e novas concessões custam 10,8 mil milhões à Estradas de Portugal. Estes casos são apontados como meros exemplos de entre os muitos que as notícias têm trazido a público nos tempos mais recentes.

Mas começam a surgir sinais de sentido prático ou bom senso, como o de que as Câmaras cortam luz para poupar. Realmente a crise é uma grande mestra, aguça o engenho, obriga a pensar antes de gastar o dinheiro quando este é escasso. Não há necessidade de as ruas terem uma iluminação como se fosse sempre dia. Claro que, nem oito nem oitenta, mas será encontrado um nível de luminosidade satisfatório com grande economia de gastos em energia.

Será bom que os gestores de dinheiro público aprendam a gastá-lo com parcimónia, não indo além do necessário. E é imperioso que o Estado disponha de um serviço, moral e tecnicamente competente, para observar, controlar, inspeccionar todas as contas públicas de forma a submeter a autuação os erros, antes de se tornarem «buracos» preocupantes.

Imagem do CM

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fisco será reforçado com 1300 inspectores

A flexibilidade das decisões é vantajosa quando não se perdem de vista os mais altos objectivos nacionais que devem ser considerados os faróis orientadores da actividade governativa e da administração pública. Assim, pode não ser chocante que, quando se espera a concretização de promessas de combater a obesidade da máquina do Estado, se noticie mais 1300 inspectores para reforçar o Fisco, Realmente, a vitória sobre a crise passa pela eliminação da fraude e evasão fiscal, principalmente quando se trata de valores mais volumosos.

Mas o número 1300 não deve ser atirado por palpite, pois exige que a nova Autoridade Tributária que arranca a 1 de Janeiro deva ser bem estruturada com tarefas bem definidas e todas convergindo para metas claras e explícitas.

Definidas as metas da inspecção tributária e calculadas as necessidades de inspectores, haverá que decidir vários vectores: Que requisitos de formação devem ser exigidos aos candidatos? Como vão ser admitidos os inspectores? Haverá concurso público para entrarem os melhores? Ou serão nomeados por «confiança política»? Posteriormente, quando em funções, como é monitorizado o desempenho de cada um? Como evitar a corrupção tendente a que fechem os olhos aos buracos financeiros? Como os preparar para não sucumbirem aos truques variados das tentativas de corrupção? Estas preocupações, ao lado de outras mais específicas, devem ser uma presença constante na mente do Director-Geral responsável pela Autoridade Tributária.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Depois da decisão é preciso controlo da acção

Em plena discussão do buraco financeiro na Madeira, que coincide com as dívidas da Auto-estradas de Portugal, dos hospitais, surge a notícia de que o Tribunal de Contas detecta novo buraco de 220 milhões na Madeira. A actual direcção do TC merece a maior consideração por colocar sempre acima de tudo o interesse nacional. Mas parece lamentável que o TC ou outra instituição pública não tenha um sistema de controlar as contas precocemente, antes de serem atingidos valores tão assustadores aqueles de que agora se fala.

Não basta elaborar e publicar os orçamentos se não houver sistemas de controlo rigorosos e a espaços adequados. Mesmo que o sistema não funcione em permanência sobre todos os sectores, poderá fazer pontuadas aleatórias para manter a administração pública sobe a pressão de ter de agir correcta e responsavelmente. As sanções monetárias devem ser dissuasoras.

Dirão que não há legislação para tal sistema ser colocado em acção. Mas então porque não será criada tal legislação»? De que esperam? Quais os interesses que têm impedido o seu aparecimento.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cavalgando Um Cavalo Morto

Uma MetáFora Empresarial

Dizem que os índios Dakota, dos Estados Unidos, têm um ditado, passado de geração em geração, que diz: «Quando você descobrir que está montando um cavalo morto, desmonte».

Levando essa sabedoria para a área empresarial, vemos que o «cavalo morto» é uma representação de algo que deixou de existir, de funcionar ou de produzir os resultados esperados como um produto obsoleto, um serviço ineficiente, um software inadequado, uma máquina defeituosa, um mercado em declínio ou mesmo pessoas que se tornaram desmotivadas, acomodadas ou desactualizadas.

E rapidamente descobrimos que «desmontar de um cavalo morto» – abandonar velhas práticas ou recursos - numa empresa, não é tarefa fácil! Mudanças e Inovações suscitam RESISTÊNCIA

Embora os dirigentes saibam que é necessário remover os «cavalos mortos» que retardam ou impedem a evolução dos negócios, muitos preferem adoptar estratégias para tentar fazer o cavalo morto cavalgar novamente, como estas:

1 .Comprar um chicote mais forte.
2 .Substituir os cavaleiros por outros mais competentes e mais leves para melhorar o desempenho do cavalo morto.
3 .Dizer coisas como: «esta é a forma como nós sempre montámos este cavalo». Ou «esta é a forma como sempre fizemos as coisas nesta empresa».
4 .Nomear uma comissão ou Circulo de Qualidade para estudar o cavalo. Reclamar da qualidade dos cavalos de hoje.
5 .Organizar visitas a outras empresas ou países para ver como eles cavalgam cavalos mortos.
6 .Eliminar políticas e normas que digam que o cavalo está morto. Demitir quem disser que o cavalo está morto.
7 .Criar um programa de treino para aumentar a capacidade de cavalgar.
8 .Contratar uma agência de publicidade para relançar o cavalo morto. Fazer um website para o cavalo morto.
9 .Colocar vários cavalos mortos juntos para aumentar a velocidade.
10 .Comprar produtos que façam o cavalo morto galopar mais rápido.
11 .Reduzir os padrões de desempenho para que o cavalo morto seja considerado.
12 .Promover o cavalo morto a uma posição de gerência.

É comum, na maioria das empresas, ver dirigentes tentando ressuscitar os cavalos mortos. Com certeza todos nós conhecemos organizações que aplicam essas estratégias diante de situações críticas.
Também é comum encontrar organizações comandadas por cavalos mortos.

A dura lei dos negócios diz que é necessário evoluir continuamente para sobreviver.
O sucesso empresarial, para ser mantido, exige que sejam identificados e removidos, sem complacência e rapidamente, os obstáculos que retardam a evolução competitiva e financeira, sejam eles quais forem.
Construir a empresa do futuro exige que se modifique a empresa de hoje.
Para desmontar de um cavalo morto é preciso, antes de mais nada, ter a coragem de reconhecer que o cavalo morreu.
É preciso reconhecer quando um processo se tornou ineficiente, quando um produto recentemente adquirido não atende as nossas necessidades ou quando uma pessoa que muito estimamos causa problemas para os negócios.

Para dar continuidade à nossa jornada é preciso apear e descartar o cavalo, os processos, os produtos ou as pessoas, por mais úteis e estimados que tenham sido. É uma questão de evoluir ou fracassar.
O desenvolvimento empresarial exige inovação contínua, novas políticas e o descarte de práticas profundamente arraigadas em sua cultura e sistemas de trabalho.

Moral da história: Nenhuma organização atinge seus objectivos utilizando recursos inadequados. Organizações competitivas são aquelas que não aceitam a negligência, a imprudência e a imperícia de seus dirigentes.

E agora? Você vai dar o primeiro passo para sair desta situação ?

Texto recebido por e-mail em que dei pequenos retoques.
Além de empresas, este conceito aplica-se a qualquer organização de qualquer dimensão. O Governo deveria pensar (se conseguisse) neste texto. Mas ainda agora deparei com a seguinte notícia Governo estuda TGV em via única para cortar custo do projecto o que parece muito estranho quando há poucos dias apareceu notícia de a Espanha ter encerrado três ou quatro linhas de TGV por as entradas nas bilheteiras terem ficado muito abaixo dos estritos custos de funcionamento. Há que ter a coragem de avaliar todos os factores e desmontar do cavalo morto.

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domingo, 18 de setembro de 2011

Recado a jovens economistas e a governantes



Este vídeo foi sugerido por um comentador. Tem o título de Recado da Professora Maria da Conceição Tavares para os jovens economistas, mas o recado também se aplica aos nossos «sábios» economistas que, ao longo de décadas, deixaram crescer a crise e ainda não descobriram a porta de saída, por se prenderem mais com números e matemática do que com as pessoas.
Há centenas de modelos matemátios mas nunca acertam em nada. O que é preciso é talento para fazer política humanitária, social. Não basta ser economista, é preciso ocupar-se com as pessoas, com os cidadãos, para melhorar a sociedade e tornar o País mais homogéneo, mais justo, mais igualitário.

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Portugueses com valor reconhecido no estrangeiro

Segundo a notícia do JN o Investigador de Vila Real premiado por tratamento inovador de resíduos, o investigador João Claro, docente do Centro de Química da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi um dos vencedores do "Green Projects Awards" pela autoria de um processo inovador de tratamento de resíduos e efluentes dos lagares de azeite com pó de cortiça para produção de biomassa. O prémio significa que o projecto BioCombus, que tem em desenvolvimento, conta com um financiamento comunitário de 1,16 milhões de euros.

A concretização do projecto está a ser feita através de uma parceria entre a UTAD e a Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça.

O investigador propõe-se resolver dois problemas em simultâneo, os resíduos e efluentes resultantes dos sectores oleícola e da cortiça, juntando-os e transformando-os em biomassa, que poderá ser utilizada como combustível sólido para caldeiras domésticas.

Com este projecto liberta-se o ambiente dos inconvenientes da «água russa» que sai dos lagares e é mais poluente do que os dejectos da população verifica-se e a aplicação da biomassa resultante em aquecimento contribui-se para idêntico objectivo do conseguido em Paredes, em que desde 2010 escolas e instalações autárquicas são aquecidas com desperdícios das fábricas de móveis, estando a Câmara de Paredes a substituir o gás natural por resíduos de madeira reciclados, em pequenos briquetes cilíndricos, provenientes das mais de 1200 fábricas de mobiliário do concelho.

Também recentemente, os quatro estudantes que participaram nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, obtiveram óptimos resultados, tendo Diogo Maia e Silva, conquiatado a medalha de bronze, sendo a primeira vez que Portugal foi premiado na competição.

Portugal precisa de valores humanos, de produtividade, de competitividade e de exportação e os processos aqui referidos que economizam recursos, tornam a vida mais barata e segura e defendem o ambiente, merecem ser destacados. A inovação e a criatividade são dois factores de que Portugal tem necessidade, quer internamente quer para exportar ideias, projectos e equipamentos.

Bem se encaixariam nestes nossos concidadãos as comendas da Ordem do Infante D. Henrique.

Links referidos no texto:
(1) Investigador de Vila Real premiado por tratamento inovador de resíduos
(2) Ambiente - 4 RRRR
(3) Estudante premiado no estrangeiro
(4) Prémios justos, merecidos ???!!!

Imagem do JN

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sábado, 17 de setembro de 2011

Sem a troika, nunca se saberia

Transcrição de dois artigos de Dinheiro Vivo:

António Barreto: «Não fosse a Troika alguns números das contas públicas não eram conhecidos»
14/09/2011 | 09:46 | Dinheiro Vivo

"Não fosse a Troika alguns dos números das contas públicas não eram conhecidos."

A afirmação é de António Barreto ontem durante o debate promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), sobre a Sociedade do Conhecimento em Portugal. Um retrato social.

Numa defesa do acesso à informação, o sociólogo, que lidera actualmente a Fundação Francisco Manuel dos Santos, considera que "a informação é a alma do negócio. A partilha da informação é a alma do negócio. Quem pensa que o segredo ainda é a alma do negócio está enganado", afirma. "Se até com o analfabetismo estamos a acabar. Até com a tuberculose estamos a acabar. Por que é que não se acaba com o segredo de Estado?"

Para o sociólogo, os casos do TGV e do novo aeroporto são exemplos da "opacidade do Estado", uma vez que "se os estudos [destes projectos] tivessem sido conhecidos desde o início" não se tinha assistido a tantos reveses nas decisões políticas.

Barreto também não se mostrou particularmente entusiasmado com o projecto Magalhães que, mais do que um factor de promoção do conhecimento, classificou de um "desígnio político".

Francisco Pinto Balsemão, que à margem do encontro optou por não falar com os jornalistas, despoletou a discussão em torno do papel dos media e do serviço público e, já agora, sobre a privatização da RTP.

"Pessoalmente sou favorável a um serviço público de televisão" foi a declaração de intenções inicial de António Barreto e, embora, considere que o actual serviço público não cumpre na íntegra as suas obrigações, "não gostaria que a RTP fosse no banho com o bebé", numa alusão à privatização.


António Barreto: "Acordo com troika deveria durar seis anos"
 03/09/2011 | 15:17 | Dinheiro Vivo

O sociólogo considera que o memorando de entendimento entre Portugal e a troika "foi excessivo no prazo"

António Barreto afirmou esta tarde que o programa de ajustamento da troika deveria ter um prazo mais longo de aplicação, de forma a torná-lo "menos violento" para a sociedade portuguesa.

"O acordo entre Portugal e a troika foi excessivo no prazo. Poderia ter sido feito em cinco ou seis anos. O programa teria efeito e seria menos violento para a sociedade se fosse aplicado com mais tempo", afirmou o sociólogo, na Universidade de Verão do PSD.

António Barreto avisou também que a possibilidade de convulsões sociais é uma realidade. "Não é para amanhã, mas essa possibilidade existe", defendeu, argumentando que isso só ainda não aconteceu porque "as pessoas estão com medo de perderem o emprego e perderem o pão."

NOTA: A acção da Troika também veio levantar o véu das contas escondidas da Mdeira , como se pode ler no seguinte artigo (linK)

Alberto João Jardim arrisca multa máxima de 25 mil euros
17/09/2011 | 00:14 | Dinheiro Vivo

«Governo Regional “omitiu” 1,68 mil milhões de euros, mas as multas máximas aplicáveis aos responsáveis são uma fracção mínima desse valor» (...)

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sobre o medo

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A saúde mental dos portugueses

Transcrição de texto recebido por e-mail

A Saúde mental dos portugueses por Dr. Pedro Afonso
Estrolábio. 110427

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.

Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destasperturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico psiquiatra

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Souto de Moura premiado com Casa das Histórias

Por premonição (!!!) ou mero acaso, trouxe aqui em 27-02-2010, Cascais. Casa das Histórias de Paula Rego que agora é tema da notícia do Jornal de Notícias dizendo que Eduardo Souto de Moura vence Prémio Secil de Arquitectura com Casa das Histórias.

Recorde-se que o arquitecto Souto de Moura venceu o prémio Pritzker 2011, como recentemente foi publicado pelo Público.

Imagem do JN

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Ambiente. Limpar o Mundo

Depois de publicar alguns posts sobre o ambiente e a necessidade de fazer tudo pata atenuar as alterações climáticas, tive o prazer de encontrar esta notícia, Voluntários de 100 países a "limpar o mundo" em 2012, e não posso deixar d colocar aqui o link para os interessados, que nunca serão demais.

Qualquer acção colectiva deve ser espectacular para estimular as pessoas a pensar seriamente na defesa do ambiente em que respiramos. Mas não podemos sentirmo-nos satisfeitos por essas manifestações cívicas, pois é fundamental que os comportamentos sejam melhorados para que em cada momento sejam evitadas ofensas ao planeta, mesmo que pareçam insignificantes. A regra dos QUATRO RRRR – Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Reciclar, deve estar sempre presente, ao tratar-se de lixos e resíduos.

No mínimo, não se abandone lixo, papeis, embalagens no chão, pois há sempre perto um recipiente onde o colocar e cuidar do melhor destino do lixo não orgânico que é o contentor adequado do ECOPONTO.

Na notícia está o link da organização AMOPortgal, mas repeti-o aqui e deixo o endereço informático que é http://www.amoportugal.org/. Quod abundat non nocet (o que abunda não prejudica).

Imagem do JN

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Promessas em nova fase

Segundo notícia do Público, « o Plano de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC), hoje apresentado após o Conselho de Ministros, implica uma redução de 38% de estruturas da administração central directa e indirecta. Mas não foi dada qualquer lista das entidades extintas e que sofreram um processo de fusão. Serão eliminados 1712 cargos e, por ora, o Governo prevê um impacto orçamental de 100 milhões de euros».

Trata-se de promessas em nova fase, mais próximas da acção, mas ainda não concretizadas. Aumenta a esperança e aguça-se a observação para saber o que realmente se irá passar e se o resultado será positivo nos aspectos da simplificação e desburocratização, da eficiência e da economia de recursos.

A esperança depende de cada um, como se vê da afirmação do economista João César das Neves quando afirma: «Só acredito em cortes na despesa quando os vir»

Começa a tardar o aproveitamento da solução apontada há quase um ano por Luís Marques Mendes que se era ajustada no tempo do Governo anterior, não se vê que tenha perdido validade actualmente. Aliás, já apresentou nos últimos dias uma nova edição da lista.

Imagem do Público

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Como obter currículo na política

Jovem adolescente, se acabaste os estudos ou os interrompeste e não tens um trabalho bem remunerado nem esperanças de carreira de futuro, conversa com familiares e amigos relacionados com políticos, inscreve-te na Juventude de partido do governo, procura ser simpático e adulador, evidenciando qualidades pessoais, dedicação, sentido do dever e de lealdade, para com todos, principalmente os mais influentes e os que podem nomeá-lo para assessor. Depois de nomeado, não é preciso esforçares-te a aprender a executar as tuas tarefas, mas finge interesse em tudo com um sorriso e evidenciando as qualidades atrás referidas.

Ao fim de trinta dias, alega as questões pessoais que, conforme as circunstâncias, te parecerem mais convincentes e diz ao teu chefe que, com muita pena tua, não podes continuar nas funções. Mostra interesse em teres uma referência elogiosa para facilitar futuro emprego

Deve ter sido assim que, tal como outros «boys», Davide Gonçalves da Silva Foguete conseguiu um louvor atribuído pela secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, por ter exercido durante 30 dias as funções de adjunto do seu gabinete, entre 25 de Julho e 25 de Agosto. Com tal louvor e as qualidades evidenciadas, conseguirá durante os 12 meses do ano uma folha de serviços notável e terá um futuro invejável e inimaginável.

É para rir? O facto foi real. Nada garante que seja original e que não venha a repetir-se. Ver aqui.

Imagem do CM

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Excesso de confiança pode matar

Depois dos posts recentes sobre a defesa do ambiente, deparei com um artigo que considero muito importante. Realça que o irrealismo, o excesso de confiança nas nossas capacidades e no desejado êxito, leva ao desprezo dos riscos e pode destruir a humanidade e que a vida internacional, as alterações climáticas e a degradação do ambiente e das sociedades, são efeitos que devem servir de alerta, para sermos mais realistas e ponderados.

Do extenso texto do artigo A evolução ofereceu-nos excesso de confiança, hoje isso pode matar-nos, de que aconselho a leitura, extraio as seguintes frases::

…o excesso de confiança está espalhado amplamente pela humanidade. As pessoas têm uma opinião de si próprias e das suas capacidades acima do normal, o que significa que têm uma leitura errada da realidade.

“as populações tendem a ter excesso de confiança, desde que os benefícios dados pelos recursos que estão em competição sejam suficientemente grandes, em comparação com os custos”, diz o artigo. Por isso, “o modelo mostra que é plausível que o excesso de confiança possa evoluir numa grande variedade de ambientes, assim como em situações que vão dar mau resultado”,

Mas o excesso de confiança pode ter um preço. No artigo, os cientistas prevêem que esta característica, que terá sido útil até aqui, pode tornar-se “particularmente prevalente em domínios que têm um grande grau de incerteza inerente”. Exemplos: relações internacionais, gestão de conflitos, fenómenos imprevisíveis como as alterações climáticas, tecnologias novas, ou alianças com líderes desconhecidos.

No passado, esta característica terá sido culpada pela Primeira Guerra Mundial, a Guerra do Vietname, a guerra no Iraque, a crise financeira de 2008, e a má preparação para fenómenos climáticos como o furacão Katrina ou as alterações climáticas, adianta o artigo. “Parece que estamos a torna-nos hiper-confiantes precisamente nas situações que são mais perigosas”, concluem os autores.

Francisco Santos, que estuda de perto a relação entre a percepção dos efeitos das alterações climáticas pelas pessoas e a atitude perante este fenómeno, dá mais uma pista. “Já se conseguiu mostrar que a contenção dos efeitos está directamente relacionada com a percepção do risco que as pessoas têm. O excesso de confiança pode ser um dos factores que contribuem para esse efeito”, disse.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ambiente é reforma estrutural prioritária

Numa época em que as alterações climáticas e as tragédias ecológicas têm ocorrido em vários pontos do globo, como foi o caso recente no Funchal, nos EUA e no Japão, é urgente tomar medidas que permitam coordenar de forma sistemática actividades de vários sectores para evitar ou, pelo menos, reduzir o efeito das actuais condições climáticas.

Além de fazer mais com menos, como já se viu no concelho de Paredes com o aquecimento das escolas há que tornar o sistema coerente, eficaz e económico, como defende Pedro Afonso de Paulo, concentrando um vasto conjunto de competências num único organismo, que sucederá à actual Agência Portuguesa do Ambiente (APA), hoje com áreas de actuação relativamente limitadas. Trata-se de uma reforma estrutural mais significativa do que aquela que criou a ASAE, em substituição de três entidades inoperantes.

Desta forma, acaba-se com a desarticulação e proliferação de entidades existente que impedia que a gestão das políticas ambientais não fosse feita de forma eficiente.

É desejável que a APA, assim criada, esclareça e desenvolva através das escolas e de empresas e organizações desportivas e sociais a mentalidade de defesa do ambiente desde a correcta utilização dos ecopontos, às construções e todas as actividades ao ar livre e ao respeito das regras dos quatro erres Reduzir a quantidade de desperdícios, Reutilizar artigos usados, Reparar aquilo que estiver avariado e Reciclar, por forma a o que parece inútil possa ser mat«eria –prima para outros artigos úteis.

Zelar pelo ambiente é dever de cada ser humano.

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Ambiente - 4 RRRR

A defesa do ambiente no tocante a resíduos assenta na regra dos 3 RRR: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Quanto a aparelhos avariados costuma acrescentar um quarto R de Reparar. Com a aplicação destas regras e de outras adicionais, o cuidado com o ambiente deve ser constante, porque a poluição da terra do ar e do mar contribui para as alterações do clima com frequentes catástrofes de que quase todos os dias estamos a ter notícias.

A imagem (de Adriano Miranda) mostra o Centro escolar de Mouriz, em Paredes, inaugurado em 2010 que é um dos aquecidos com desperdícios das fábricas de móveis, na sequência da iniciativa da Câmara de Paredes que está a substituir o gás natural por resíduos de madeira reciclados, em pequenos briquetes cilíndricos, provenientes das mais de 1200 fábricas de mobiliário do concelho.

Assim a Câmara faz face à necessidade de contrariar as dificuldades financeiras que afectam as escolas e autarquias e, por outro lado dá utilidade às toneladas de resíduos das fábricas que deixam de ficar a poluir o ambiente.

Trata-se de medida semelhante ao da biomassa em funcionamento noutros locais do país. Vem pôr em prática o ditado «do aproveitar é que vem o ganho»

Convém que se apliquem, sempre que possível, os quatro RRRR.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Duas notícias eventualmente animadoras

Dir-me-ão que as palavras, as notícias e as promessas, só por si, não devem se consideradas animadoras, só o sendo depois de concretizadas da forma mais eficaz. Mas considero saudável não perdermos a esperança, que é possível se quem as profere estiver animado de boa intenção e tiver capacidade de corresponder à perspectiva gerada.

A notícia Relvas desafia Oposição para "consenso alargado" sobre poder local tem um vector muito importante, o de apelar aos outros partidos para abordarem de forma construtiva, em perfeita colaboração, uma reforma que deve ser feita para durar muitos anos e que não convém ser alterada num prazo curto, Esta atitude de decidir com a participação dos outros faz recordar os primeiros tempos do primeiro Governo de Sócrates em que prometeu reformas, que eram necessárias desde havia muito, em vários sectores, mas que, ao tentar efectuá-las, em vez de o fazer com a colaboração dos agentes mais significativos, tentou fazê-lo em luta contra eles: na Justiça contra os juízes e as férias judiciais, na Saúde contra médicos, enfermeiros e farmacêuticos, e na Educação contra os professores.

É desejável que Miguel Relvas não desista desta iniciativa e que a oposição saiba e queira colaborar. Todos somos poucos para reconstruir PORTUGAL. A oposição deve apresentar propostas e, se estas forem aprovadas, deve apresentar esse êxito como bandeira na sua propaganda eleitoral. Portugal deve ser o objectivo de todos, acima dos particularismos de cada um.

Outra notícia Governo estuda fim das direcções regionais de Economia evidencia intenção de simplificar a burocracia, de reduzir a obesidade patológica, de tornar maior a eficácia e a rendibilidade, fazendo mais e melhor com menores custos. Todas as reformas estruturais, devem ser completas abrangendo todos os factores significativos e tendo sempre em atenção os efeitos principais e os secundários. Deve evitar-se puxar o cobertor para agasalhar a cabeça destapando os pés.

Não podemos perder de vista que alterar, mudar reestruturar deve ser sempre para melhorar a vida dos portugueses, principalmente dos 80 por cento que são sempre os mais explorados pelas dificuldades criadas pelos governos.

Oxalá estas duas notícias sejam o início da resposta ao grande desafio que o actual Governo tem pela frente. O momento presente é uma oportunidade que pode ser a última. As perspectivas, não sendo boas, exigem muita serenidade, sensatez e rapidez, sem perdas de tempo que é um recurso insubstituível.

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O PI e o PHI

Todos nós já ouvimos falar em número PI.
É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a
3.141592653589793238462643383279502884197169399375..... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416).

Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.

O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.

Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o rectângulo de ouro. Era um rectângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do rectângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.

Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.
Bom, durante milénios, a arquitectura clássica grega prevaleceu O rectângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam rectângulo de ouro grego.

Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...
1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34
E assim por diante.....
Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série
é... 1,618.

Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exactamente a proporção das pirâmides do Egipto e do rectângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618;
-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
-A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.

Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?

Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista,
pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus.
Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
-Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
-A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
(Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.

Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura/altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
(Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Bethoven e em outras diversas obras.
Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
MUITO INTERESSANTE

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Queremos actos concretos

À oposição não se pode exigir decisões concretas que estão acima das suas responsabilidades, mas é óptimo que apresente análises da situação, ideias alternativas de soluções para os problemas do país. Agora, Seguro promete atacar enriquecimento ilícito, combater a corrupção, sancione acréscimos patrimoniais injustificados e, para isso adoptar um Código de Ética.

Curiosamente, já há muitos anos o engenheiro João Cravinho apontara para tais soluções, mas foi desviado e forçado a desistir da ideia. Quanto a códigos, já aqui foram sugeridos, sem grande efeito por falta de vontade dos detentores dói poder: Cito dois textos: Código ou compromisso alargado e duradouro e Código de conduta.

É louvável a intenção de Seguro e desejável que consiga apresentar propostas legislativas práticas e eficazes e obter a sua aprovação e efectivação. Só haverá vantagem em moralizar a actividade política, focando-a no objectivo de gerir o bem-estar da população, de restaurar o orgulho de ser português.

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domingo, 11 de setembro de 2011

Estudante premiado no estrangeiro

Transcrição :

Aluno português conquista medalha de bronze nas Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia
Público. 11.09.2011 - 17:59 Por Lusa

Diogo Maia e Silva, um dos quatro alunos portugueses a participar nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, conquistou a medalha de bronze, na primeira vez que Portugal foi premiado na competição.

“É um resultado absolutamente fantástico em que ele [Diogo Maia] teve um desempenho extraordinário, mas o restante grupo ficou a centésimas dos melhores classificados”, disse à Lusa José de Matos, coordenador nacional das olimpíadas, em que Portugal participa pelo segundo ano consecutivo.

Aluno da secundária Raul Proença, nas Caldas da Rainha, e detentor do “Óscar” de melhor aluno do 12º ano daquela escola, Diogo Maia e Silva concilia os estudos com uma intensa actividade desportiva, integrando a equipa de natação dos Pimpões Cimai e tendo alcançado em 2011 os títulos de campeão nacional de 100 metros costas e vice-campeão de 200 metros costas.

O grupo (escolhido entre 4000 alunos de 160 escolas para participar, entre os dias 5 e 11, nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia) integra ainda Beatriz Madureira, aluna do Colégio S. Miguel, em Fátima, Ana Beatriz Teixeira, do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, e Rui Nunes, do Colégio Manuel Bernardes (Lisboa).

Os alunos, acompanhados pelo coordenador da iniciativa, deixam hoje a Costa Rica em direcção a Portugal, onde chegarão na segunda-feira à tarde.

Os objectivos das Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia são promover o estudo das ciências biológicas e estimular o desenvolvimento dos jovens talentos nesta ciência, assim como estreitar laços de amizade entre os países participantes, fomentar a cooperação e o intercâmbio de experiências.

Portugal será o anfitrião das VI Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, que, na primeira semana de Setembro de 2012 transformarão Cascais na “capital da Biologia”, recebendo delegações de todos os países do espaço Iberoamericano, desde Espanha ao Brasil, ou da Argentina ao México.

NOTA: Sobre este tema, ver Prémios justos ´merecidos ???!!! 

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Costa propõe caminhos

A situação actual é de tal forma crítica que todos os partidos, todos os portugueses, devem fazer o esforço possível para a vida nacional se normalizar no mais curto prazo e iniciar o desenvolvimento para bem de todos os cidadãos. Essa colaboração pode ir desde a perfeição e o rigor no desempenho das suas tarefas até ao alerta para algo que julguem não estar bem e poder ser melhorado e até sugestões para soluções melhores. Depois os técnicos e os responsáveis pelas decisões escolherão o que lhes pareça mais adequado, em função de factores que são do seu conhecimento.

Por isso, têm sido aqui trazidas dicas oriundas de qualquer ponto do leque político, apenas por parecerem merecedoras de meditação pelo Poder. Assim, transcreve-se algumas frases, com interesse nacional, do artigo Costa pede “equidade” nos sacrifícios e propõe caminhos.

«…criticou os cortes nos investimentos que “são estrategicamente essenciais para a nossa competitividade” para reequilibrar as contas públicas, disse que “a gestão da conjuntura exige inteligência e visão estratégica” e pediu “equidade” na repartição dos sacrifícios.

“Os sacrifícios são necessários mas têm de ser repartidos com justiça. Se é necessário aumentar os impostos é injusto que só aumente a tributação sobre os rendimentos do trabalho e não se reparta esta carga com a tributação do património ou dos rendimentos de aplicações financeiras. Mais do que nunca em épocas de crise os valores da igualdade, da justiça e da solidariedade têm de se afirmar como condição de reforçar a coesão nacional”.

Este é o momento de executar [o acordo com a troika] e de não se desperdiçar a oportunidade de ter um amplo apoio nacional à sua execução”.

“Se é necessário diminuir a despesa, o sistema de saúde ou de educação, então que se tomem medidas que melhorem a sua eficiência, gerando poupança e permitindo mesmo fazer o melhor com menos”, … “não é aceitável que pura e simplesmente se decretem cortes cegos, fixando metas de redução da despesa sem garantia que não afectam a qualidade do sistema de ensino e de saúde”. “A cada dia há mais portugueses que sabem que a escola pública de qualidade e o Serviço Nacional de Saúde são serviços públicos essenciais, são a rede pública de segurança que garante o acesso à educação e à saúde a todas as famílias portuguesas”.

“Só o crescimento económico garantirá a prazo a consolidação sustentável das finanças públicas, pelo que comprometer o crescimento é comprometer essa consolidação e é, no fundo, esgotarmo-nos hoje num esforço inglório e em vão para o nosso futuro colectivo”.»


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Agricultura não sofre apenas com o IVA

A ministra da Agricultura visitou o cortejo etnográfico das Feiras Novas de Ponte de Lima e, perante a pressão dos vitivinicultores mostrou interesse em "ajudar o sector do vinho", dizendo que sensibilizou o seu colega das Finanças para a necessidade de não ser criado um enquadramento que desfavoreça este sector, que é muito importante para agricultura portuguesa". Aludia ao receio de o IVA do vinho subir para a taxa máxima.

É muito interessante que a Srª ministra se interesse pelo IVA do vinho, tal como se interessou em dispensar o uso de gravata nos gabinetes do seu ministério. Mas estes pormenores não passam de amendoins, no universo de problemas estruturais de que padece a nossa agricultura. E é necessário e urgente que sejam tomadas medidas de fundo pois, como ela própria diz, «a agricultura faz parte do desenvolvimento do país e tem um papel muito importante neste momento difícil. É uma área de crescimento económico, que dá mostras de grande vivacidade e que pode ajudar o país a crescer, a exportar mais e a importar menos»

Já no post O essencial e o secundário lhe foram apresentadas duas sugestões importantes para a reactivação da Agricultura, que se transcrevem:

«parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.

E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.»


As pessoas que vivem da agricultura e os portugueses com laços a ela, pelo menos como consumidores dos seus produtos, desejam e esperam muito êxito da Srª ministra na reestruturação das actividades económicas com incidência na vida dos agricultores e dos consumidores.

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sábado, 10 de setembro de 2011

Política coerente precisa-se

Um tema que tem sido debatido com certo calor tem sido o da retirada de apoio à obtenção da pílula e um dos argumentos é que isso contraria a liberdade e o direito das mulheres, adquirido à custa de uma luta feminista muito acirrada. Mas o mesmo argumento surgirá, por papel químico ou fotocópia, se for colocada a questão de os abortos voluntários deixarem de ser feitos nos hospitais públicos e deixarem de ter apoio estatal.

São dois apoios com o dinheiro dos contribuintes, concedidos por estadistas sem um mínimo de inteligência e de coerência com um eventual objectivo que tivessem procurado atingir. Ora se o Estado dá apoio para a não procriação, pretenderá reduzir a população nacional e desenvolver a libertinagem das mulheres que poderão passar a entregar-se aos prazeres de momento, em amores de uma noite de discoteca, pagando do dinheiro público para esse fomento. A tais desejos de «liberdade», o Estado nada deve obstar desde que daí não resulte prejuízo para a colectividade ou para terceiros, mas não deve ir ao ponto de malbaratar o dinheiro dos contribuintes sem censo nem lógica.

Se o interesse não era fomentar tal libertinagem e houvesse sensatez e coerência, bastaria permitir que cada uma usasse os meios anticoncepcionais que desejasse, apoiando apenas os casos de necessidade clínica e perante carência de poder de compra da paciente.

Mas o mais grave no tocante à aparente falta de inteligência e de lógica política, é o fomento da irresponsabilidade, pois após passar a ser apoiada a aquisição de anticoncepcionais, só engravida a mulher que o deseja ou que for desmazelada ou IRRESPONSÁVEL, ou que por motivo de amores arrependidos pretende abortar. Mas essa, se é uma pessoa responsável e idónea, terá logicamente de arcar com as consequências da sua decisão. Logo o Estado, pelo facto de apoiar a aquisição de meios preventivos, não deve considerar-se obrigado a suportar o apoio à «interrupção voluntária da gravidez» e já fez muito em a permitir, para «liberdade da mulher».

Como seria honroso para os nossos políticos mostrarem um pouco de inteligência, coerência, lógica, sentido de responsabilidade, olhando para as pessoas e estimulando-as a serem responsáveis, cumpridoras das leis e saberem aproveitar os apoios que têm sem exigirem a sua substituição no ónus dos seus próprios erros. Antes de decidir reduzir as despesas, convém ver qual dos pontos - ou os anticoncepcionais ou o apoio ao aborto voluntário - deve deixar de ser apoiado. Parece que deve ser mais humano cortar o apoio aos abortos voluntários que deixam de ser necessários, se as mulheres forem responsáveis e souberem usar os anticoncepcionais que são apoiados pelo Estado.

Haja políticas coerentes!

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Economia. Vamos aprender



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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ansiedade e pânico

Do artigo Geração à rasca. Ataques de pânico são mais visíveis, transcreve-se a seguinte passagem para estimular a reflexão sobre o cuidado a ter na formação dos jovens, preparando-os para as realidades e para saberem enfrentar e ultrapassar dificuldades.

«Por detrás da ansiedade, que pode transformar-se em pânico, a psicóloga acredita que está o aumento da exigência dos papéis escolares e profissionais mas também o facto de os jovens crescerem mais sozinhos, com prejuízo para a autoconfiança e redes de segurança. Nuno Sousa, psicoterapeuta, acredita que o problema, embora seja sério, deve ser visto como uma oportunidade para uma sociedade em transformação, que pode a partir destes jovens integrar novos valores. "É uma geração ansiosa que não foi estimulada a pensar e a sentir, cresceu num período de ter e de consumo. Agora vive um momento em que o futuro é desconhecido, tanto para eles que são jovens, como para os cuidadores, para o Estado, para as instituições." Saber lidar com a mudança, aprendizagem normal nesta faixa etária, é por isso mais difícil. "Os modelos de vida que eram conhecidos, por exemplo para alguém com 18 anos, estão em risco e há dificuldade em reconhecer alternativas." A solução, defende, passa por saber usar a dificuldade. "Na consulta digo que catástrofe em grego significa mudança brusca, mas não tem de ser para pior."»

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Marques Mendes persiste e insiste

Em 7 de Outubro de 2010 Luís Marques Mendes, consciente de que a principal causa da crise era o excesso de despesas inúteis em institutos fantasma que apenas serviam para dar emprego a «boys», apresentou uma lista de institutos públicos que podem ser extintos.

Passados onze meses e tendo havido mudança de Governo, apresenta uma longa lista que é uma nova edição daquela, a fim de ajudar o Governo a olhar para este problema incontornável.

Esperemos que a lista seja devidamente utilizada para bem dos portugueses, colectivamente.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Estado vende ao Estado !!!

Vários especialistas apontam, como causas primárias da actual crise, as descontroladas negociatas em que as fabulosas quantias em jogo não tinham a mínima cobertura da moeda com correspondentes valores materiais, apenas se tratando de contabilidade em papel ou em símbolos virtuais.

Por isso, num momento de combate ao défice e à dívida soberana em que se deve procurar tornar transparente a grande confusão que vai sendo descoberta, é estranho que se fale que a CGD, que é do Estado, deve vender ao Estado as seguradoras, para se capitalizar. Quem beneficia com este negócio de mudar o dinheiro de um bolso para o outro? A minha ignorância, sentido da dignidade e tendência para o rigor, dificultam-me a compreensão destas habilidades.

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Mário Soares elogia Vítor Gaspar???!!!

Mário Soares, do cimo da sua larga experiência política e do muito saber acumulado durante os seus anos de vida diz que o Ministro das Finanças é um «político ocasional», o que para bons pensadores é um elogio. Já em tempos, Cavaco Silva declarava, com vaidade e como propaganda, não ser político profissional, tendo Mário Soares reagido a demonstrar que isso não era verdade. E o tom desta polémica deixava perceber que ser político profissional não era nada abonatório. Daí que chamar «político ocasional» ao Ministro das Finanças seja um elogio. Significa que ele está imaculado dos pecados, dos vícios e manhas com que os políticos destas quatro décadas, se enriqueceram e levaram o País à crise de que agora os mais pobres sofrem as terríveis consequências, em todos os sectores expostos à cobiça e à gula dos governantes.

Mas além deste eventual elogio, e de aceitar que se trate de um bom «técnico de contas», o ex-PR alerta para a necessidade de uma visão política no sentido de não perder de vista que governar é tomar medidas conducentes a melhorar a vida da população e não se limitar a aumentar impostos e fazer sucessivos e repetidos cortes. Na realidade, a maior parte das medidas destinadas a minorar os efeitos visíveis da crise, são negativas a médio e longo prazo, pelo que devem se comedidas e muito ponderadas, porque governar com eficiência implica que se definam objectivos estratégicos para futuro e que os mesmos nunca sejam perdidos de vista e que a população deve ser sempre o elemento nacional mais privilegiado.

Sobre este tema têm interesses os seguintes textos dos jornais de hoje:

“País precisa de um efectivo Governo, não basta ter um contabilista”

Governar a martelo

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Prémios justos, merecidos???!!!

Num comentário no post premiar o mérito ???!!! é chamada a atenção para o post de 11 de Maio de 2011 Cavaco e o desenvolvimento e neste refere-se o artigo produzir mais e melhor, no qual o PR diz palavras estimulantes ao desenvolvimento da economia.

Para ser coerente com as palavras seria de esperar que as comendas concedidas em 10 de Junho condecorassem empresários que mais exportam, que mais impostos pagam, que mais empregos dão, que mais altas médias de salários pagam (sem contar com os administradores e os mais altos gestores). Mas, como de costume, foram orientadas para as actividades de ócio ou serviços públicos com muita despesa, muita burocracia, corrupção e sem produtividade, pouco ou nada contribuindo para o desenvolvimento, no significado mais prático para o quotidiano e o futuro, como agora se pretende?

Porém, os seus múltiplos assessores e consultores não mostraram estar sintonizados com o pensamento expresso pelo mais alto dignitário e, assim, não ajudaram a encontrar a melhor solução para estimular o desenvolvimento de Portugal, pensando nos portugueses comuns.

Estes factos passados, saltam agora das arcas da memória, ao ver que Sua Ex.ª condecorou os jogadores da selecção das “quinas” de futebol de shub-20 que receberam a condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique, enquanto a equipa técnica de Ilídio Vale foi agraciada com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique, por a selecção se ter sagrado vicecampeã no Mundial da Colômbia.

Como seria se tivesse sido campeã???

Há algo de desproporcionado e menos digno ao comparar-se o prémio dado a estes «artistas» do ócio e a indiferença e o desprezo perante jovens estudantes e cientistas cujo valor tem sido internacionalmente reconhecido, como aqui tem constado. Tais cientistas, estudantes e os alunos melhor classificados em exames nacionais são promessas de um futuro melhor para o Portugal desenvolvido que todos desejamos.

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Como compreender ???!!!

Segundo a notícia do Jornal de Notícias Professor foi nomeado para direcção 'extinta', o Ministério da Educação, no preciso dia em que anunciou a extinção dos directores regionais de Educação, nomeou novos directores. Entre os nomeados destaca-se o até agora presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho, que vai liderar a Direcção Regional de Educação do Norte até ao final de 2012.

Se a crise ainda não existisse, viria agora. Que gente é esta? Que equipa é esta? Como se pode alimentar a confiança e a esperança dos portugueses? Será trabalho dos «especialistas» recentemente nomeados sem concurso público? E tantos «especialistas» não são suficientes para evitar estes «lapsos»? Será necessária uma interinidade tão prolongada até o processo de extinção ser encerrado? Tem sido referido que para sair da crise é preciso não perder tempo, uma semana ou um mês de demora tem consequências indesejáveis. O povo diz que «depois de cavalo morto, cevada ao rabo». É preciso tratar o moribundo com urgência para procurar adiar a morte.

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Rui Rio alerta !!!

Transcrição:

Rui Rio lança avisos contra política de Passos Coelho
Jornal de Notícias 06 de Setembro de 2011. 00h48m

Rui Rio lançou esta segunda-feira à noite vários avisos ao Governo. Em entrevista na RTP-N, o presidente da Câmara Municipal do Porto disse que, no capítulo do aumento dos impostos, o Executivo de Passos Coelho "não estará bem". "Mas como digo: lá pelo facto de não estar bem ao cabo de dois meses e tal não quer dizer que não esteja bem daqui a quatro ou cinco meses", disse.

O autarca evidencia, porém, compreensão sobre as dificuldades. "Reduzir a despesa não é tão simples como se diz quando se está na oposição. Porque eu acabo com um instituto público, mas as pessoas existem..."

O autarca deu exemplos sobre matérias em que diverge. "Eu tinha de chegar ao IRS e estabelecer algumas prioridades, uma, duas, três nas quais não tocava em prejuízo de outras. Há duas vertentes no IRS que tínhamos de defender: a Educação e a poupança. Os descontos da Educação tínhamos de proteger ao máximo", sugeriu, dizendo não acreditar que 2013 possa ser "fantástico".

Estas declarações juntam-se às críticas de alguns dos barões do PSD, designadamente Manuela Ferreira Leite, Vasco Graça Moura e Marques Mendes, e ainda o independente Eduardo Catroga.

NOTA: Estas críticas a que se juntam outras como a de Marcelo Rebelo de Sousa, serão mais uma manifestação da «autofagia» que caracteriza o PSD e tem levado a uma vertiginosa sucessão de presidentes sem lhes dar tento a aquecer a cadeira? Ou será vontade de que o Governo actue de forma maus benéfica para Portugal e os portugueses? Será desejável que a intenção que conduz às críticas seja a segunda e que sejam apresentadas sugestões sensatas e construtivas e que elas sejam tidas em consideração nos estudos que o Governo fará antes de tomar decisões e fazer promessas. Não se pode perder tempo, mas não pode haver precipitações irreflectidas. Os portugueses precisam ser bem governados. Portugal precisa reentrar na via dom desenvolvimento.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Reforma do Estado ???!!!

Há meio século, havia os conhecidos «planos de fomento» que eram mecanismos de gestão conducentes à continuidade de acções positivas para o desenvolvimento nacional de forma convergente para objectivos de longo prazo. Qualquer decisão era inserida na sua linha orientadora, para um maior rendimento do esforço, da energia e dos meios utilizados. Hoje, pelo contrário, tudo é resolvido sobre o joelho, com decisões focando o imediato, com a concessão de subsídios isolados e pontuais, sem uma visão estratégica. Veja isso no post O essencial e o secundário.

Marcelo Rebelo de Sousa traduz essa falta de uma estratégia com objectivos bem definidos e ideias claras de como os atingir com a frase Falta a ideia de uma reforma do Estado.

Mudando ou não a Constituição, é urgente que se decida emagrecer a estrutura dos «tachos» inúteis, ou melhor, com utilidade apenas para os boys nomeados por compadrio e amiguismo e que são a causa da obesidade do Estado. A definição das grandes linhas estratégicas não pode ser feita “ às pinguinhas, de improviso”, mas «de uma vez só», de forma coerente para ser convincente e transmitir a segurança do rumo que se pretende dar ao barco.

É urgente, porque «cada dia e semana que passa, é um dia e uma semana que se perde”, que se evidencie seriedade, competência, vontade de defender os interesses de Portugal e o bem-estar dos portugueses mais carentes. A Educação devia ser mais orientada para os comportamentos mais racionais da população; a Justiça devia ser mais agilizada, rápida e olhando todos por igual, sem as imunidades dos elementos de bandos privilegiados; os serviços de apoio social deviam obedecer a critério bem claro e rigoroso, para não oscilarem ao sabor do caso isolado, etc.

Sem linhas orientadoras bem definidas, desperdiçam-se energias, em que o tempo é o recurso mais escasso e crítico, e são colocados remendos sem olhar ao contraste de cor e diferenças do tecido. É indispensável capacidade de visão conjunta e de sentido de Estado.

Há que evitar, fazer promessas vagas e ocas, deixando passar o tempo sem fazer nada visível bem orientado para criar uma sociedade mais justa e sem definir o País que queremos e a linha de desenvolvimento a seguir.

Começa a haver razões para recear pelo que acontecerá quando o bom povo despertar e vir claramente o que os Governos, a coberto de um regime viciado em atavismos negativos, têm feito do País.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Nova Constituição segundo António Barreto

Transcreve-se a notícia que apresenta ideias claras sobre factores que devem ser apreciados na elaboração da nova Constituição. O assunto merece ser bem ponderado, pelo que me dispenso de realçar partes do texto ou acrescentar qualquer nota:

António Barreto defende nova Constituição aprovada com referendo popular
Público. 03.09.2011 - 16:55 Por Luciano Alvarez

O sociólogo António Barreto defendeu hoje uma nova Constituição para Portugal, aprovada pela primeira vez com um referendo popular e após um debate que envolva toda a sociedade. Pede, acima de tudo, uma Constituição "de princípios universais e permanentes".

Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, que amanhã termina em Castelo de Vide, Barreto considerou mesmo a revisão da carta magna do país uma “tarefa muito urgente”.

“A revisão constitucional, ou a refundação da Constituição, ou a elaboração de uma nova Constituição é uma tarefa muito urgente, muito séria e que não deve ser feita como no passado”, disse aos alunos sociais-democratas.

Barreto alegou que os tempos de crise não são impeditivos de uma revisão da Constituição, lembrando que a de 1976 foi feita durante a maior crise que Portugal já viveu. “E foi essa Constituição que ajudou a resolver a crise”, acrescentou.

Barreto não crê que a actual Constituição seja a causa dos problemas de Portugal, mas afirma não ter dúvidas que impede o país “de encontrar melhores soluções”. “Defendo uma nova Constituição, cuja estrutura, essência, dimensão, linguagem, propósito sejam muito diferentes da actual”.

O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos enumerou os argumentos que considera fundamentais para a mudança da carta magna do país. O primeiro prende-se com o facto de “haver muita gente que se queixa da Constituição” e desta estar “sempre a ser evocada a bem e a mal, estar sempre a ser posta em causa”.

Também, a actual Constituição impede políticas e reformas. “Impede a procura livre de soluções para muitos dos nossos problemas”, disse Barreto.

A “carga ideológica” da Constituição é outro dos argumentos – o que, segundo Barreto, “obriga a políticas concretas, contrárias à vontade do soberano” eleito.

O facto de condicionar “excessivamente o Parlamento e o Governo, o legislador e as novas gerações” e de transformar “muito frequentemente os debates políticos em ‘a favor’ ou ‘contra’ a Constituição”, em vez de “se discutirem os méritos da proposta A ou B”, foram outros dos argumentos defendidos pelo sociólogo.

Por fim, acrescentou “que todas as gerações têm o direito de rever a Constituição, sobretudo quando é muito política ou programática”.

Quanto ao método de revisão, António Barreto propõe que o Governo e a Assembleia da República “digam ao povo o que pretendem” e que seja criada uma comissão de debate sobre a Constituição, com um mandato de um ano e aberta a toda a sociedade. “Que ninguém diga ‘não tenho nada a ver com isso’”, afirmou. Tal debate terminaria com um referendo, “em que, pela primeira vez, os portugueses digam ‘sim’ ou ‘não’ à Constituição”.

Barreto considerou ainda que a actual Constituição é “super-defensiva” e “cheia de ratoeiras”. Mas o principal defeito, acrescentou, “o mais importante defeito”, é que “diminui a liberdade dos cidadãos e dos seus representantes”.

“Obriga as gerações actuais e futuras a aceitarem decisões de gerações anteriores e limita a liberdade de escolha e decisão dos governos e dos parlamentos para traçarem as políticas correntes”, disse António Barreto. “A maior parte da Constituição não é feita de princípios universais e permanentes, é feita de orientações tácticas e estratégicas a curto prazo e de circunstâncias”, explicou.

Direitos universais

Barreto quer uma Constituição escrita para os cidadãos “que acabe com a fragmentação dos direitos”: “Há mais direitos parcelares que universais. Os direitos das mulheres são às centenas, os dos jovens às dezenas, os direitos das crianças são diferentes dos direitos dos jovens, os direitos dos trabalhadores são centenas, os direitos dos deficientes, dos artistas, dos imigrantes. Isto não é uma Constituição é um programa político. A Constituição define direitos universais, não importa que seja homem ou mulher.”

Renovar a representação popular é outro dos objectivos que a nova Constituição deveria conter, “nomeadamente recriar um sistema eleitoral que não exclua cidadãos”. “A Constituição excluiu nove milhões de portugueses que não se podem candidatar a eleições”, afirma.

Barreto diz que não quer um parlamento de independentes, mas diz que “se dez milhões têm o direito a eleger, os mesmos dez milhões deveriam ter direito a ser eleitos”. Até porque acredita que, quando for possível haver candidaturas independentes, que essas candidaturas criariam “racionalidade às decisões”. Ou seja, “quando os partidos políticos se sentirem ameaçados” por candidaturas independentes vão escolher melhor os seus candidatos.Reformar a Constituição judiciária é outra das propostas de António Barreto, considerando que a justiça “é o pior problema de Portugal”. E deu alguns exemplos do que, nesta matéria, devia ser revisto: “Evitar que o presidente do Supremo [Tribunal de Justiça] seja o presidente do Conselho Superior [de Magistratura]; eliminar os três conselhos superiores e fazer um só e retirar poderes ao Conselho Superior.”

“Em Portugal criou-se um vício semântico e político: em nome da independência do juiz quando julga, principio que eu reputo quase sagrado, criou-se a independência em auto-gestão dos juízes. E isso é inaceitável. Se os juízes são órgãos de soberania como alguns pretendem ser, têm de respeitar o soberano. E o soberano é o povo”, salientou.

Manifestou-se também contra o movimento sindical dos juízes que deveria “ser inibido”: “Os militares são inibidos do direito sindical e ninguém grita. Os juízes também o deveriam ser.”

O sociólogo diz que pretende “um debate sereno, profundo, racional sobre a Constituição, durante meses e não de supetão. Quem fizer este debate, que o faça sabendo que o povo está à escuta”.

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